Petrobras, Shell e Ipiranga dominam mais de 70% de distribuição dos combustíveis no Brasil

O trio de distribuidoras aumenta o preço até chegar às bombas de suas próprias redes - além de os postos ainda adicionarem centavos preciosos no valor final

Por LEANDRO MAZZINI

Brasil - Petrobras, Shell e Ipiranga dominam mais de 70% de distribuição dos combustíveis no Brasil - e a petroleira também controla 90% da fabricação, daí definir preços que saem da refinaria e impactam os postos. O trio de distribuidoras aumenta o preço até chegar às bombas de suas próprias redes - além de os postos ainda adicionarem centavos preciosos no valor final. Cedendo ao lobby das três grandes, a Agência Nacional de Petróleo tem culpa na praça.

Artigo 11 da Portaria 116 da ANP de junho de 2000 vetou a comercialização de produtos de diferentes varejistas nas bombas. Até 1998, os postos podiam comprar de várias distribuidoras, a que fizesse melhor preço. Agora, o poderoso trio controla o mercado e o preço. Aos holofotes, as empresas silenciam sobre o assunto.

Poder da bomba

Em 2017 a Shell, Ipiranga e Petrobras venderam quase 100 bilhões de litros de combustível em seus 25 mil postos no país.

Do seu bolso

Só a Petrobras, Shell e Ipiranga faturaram ano passado perto de R$ 172 bilhões com venda de combustíveis. O lucro líquido das três juntas ultrapassou R$ 7,4 bilhões.

Segredo do cartão

O tempo promete ficar carregado na CPI dos Cartões de Crédito. Sem resposta concreta até agora para a cobrança abusiva de juros por parte das operadoras, o presidente da comissão, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), vai pedir a quebra de sigilo bancário e telefônico dos principais representantes do setor.

Brasil-Paraguai

A interface do governo brasileiro com o do Paraguai é tamanha que o presidente eleito paraguaio, Mario Abdo, o Marito, nem tomou posse e já teve agenda oficial com o chefe do GSI do Planalto, general Sérgio Etchegoyen. O xerife do Governo Federal ajudou o atual presidente, Horacio Cartes, a criar o serviço secreto do país hermano.

Choro de Azeredo

Tucanos próximos de Eduardo Azeredo insistiram para que trocasse de advogado no seu processo, mas o ex-governador só o fez às portas do camburão. Azeredo se sente injustiçado. Talvez porque só ele foi condenado num esquema em que não agiu sozinho.

Procura-se

Senhor Walfrido dos Mares Guia, coordenador da campanha de reeleição de Azeredo em 1998 em Minas, ele precisa do seu apoio moral. Cadê você?

Escolha de Meirelles

Um vídeo de 3 minutos em que mostra um lado mais humano e menos técnico de Henrique Meirelles, que circula nas redes, marca a estréia do marqueteiro escolhido a dedo pelo candidato. Trata-se de Chico Mendez, que trabalhou para Henrique Caprilez na Venezuela e elegeu Fernando Pimentel em Minas.

Termômetro

Semanas antes do anúncio oficial da pré-candidatura de Henrique Meirelles, o presidente Michel Temer e a cúpula do MDB consultaram representantes dos bancos e da indústria para sondar a aceitação ao nome do ex-ministro.

Surpresa

Emedebistas ficaram surpresos ao descobrir que alguns empresários citaram Nelson Jobim como opção ao Planalto. A pesquisa informal animou o partido a sondar Jobim para assumir a coordenação da campanha de Meirelles. Resta saber se o ex-ministro do STF abrirá mão do pró-labore como sócio do BTG Pactual.

CIA...

Senadora Regina Souza (PT-PI) defende "o aprofundamento da apuração dos fatos e documentos" revelados pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) sobre a tortura e assassinatos no Brasil durante o regime militar.

...e Comissão da Verdade

A parlamentar preside a Comissão de Direitos Humanos que realizou debate sobre o assunto com a participação do ex-presidente da Comissão Nacional da Verdade Cláudio Fonteles; a ativista Iara Xavier, da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos e do jornalista e pesquisador Eumano Silva.

Jornalismo chora

O Brasil perdeu dois grandes jornalistas. Partiram Ramiro Alves e Manuel Borges Neto. Ambos moravam no Rio. E foram referências para suas gerações, como 'professores de redação' pela vasta experiência. A Coluna se solidariza com as famílias e colegas.

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