FHC puxa movimento para o PSDB fechar com o PT de Haddad

João Dória Jr. e Geraldo Alckmin são contra, assim como suas claques

Por Leandro Mazzini

Brasília - É o grão tucano Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, quem puxa um discreto movimento interno para o PSDB fechar com o PT de Fernando Haddad - caso haja segundo turno e este passe à etapa eleitoral. João Doria Jr, que disputa o governo de São Paulo com chances e novo expoente do partido, e Geraldo Alckmin - que acredita ir para o 2º turno - são contra, assim como suas claques. O movimento por ora não passa de ideia. A social-democracia, base das duas legendas, nunca se afinou no Congresso Nacional e por causa da disputa presidencial dos últimos anos. Mas nas hostes do tucanato, há quem aposte que o projeto de FHC pode dar certo.

Justificativa

FHC lembra a amigos que foi ele, em seu governo, que criou o Bolsa Gás e o Bolsa Escola, programa sociais que se fundiram no Bolsa Família de Lula da Silva.

Na moita

Trackings de grandes empresas e alguns partidos do Rio apontam que Jair Bolsonaro (PSL) tem praticamente 50% dos votos do Estado do Rio para a Presidência. A conferir.

Incômodo

Os ministros do STJ estão incomodados com o forte cheiro de urina nas sessões da Quinta Turma. Seria a incontinência urinária de um dos seus famosos togados. Saúde!

DEM dividido

O DEM - em especial seus caciques, que estão no Rio de Janeiro, Rodrigo Maia, nacional, e Eduardo Paes, local - está numa 'rachado'. Não pode tomar partido. Paes, que lidera as pesquisas, é lulista e fechado com o PT local; Maia tende a liberar a bancada federal e estadual para apoiar Bolsonaro num eventual segundo turno.

Detalhe

O Estado do Rio de Janeiro é o segundo maior colégio eleitoral do país, com mais de 14 milhões de eleitores, e pode ser o fiel da balança na disputa presidencial. Mas presidenciáveis não têm dado a devida atenção ao estado.

Miúdo, mas forte

Já o conhecido radialista Viana recebeu R$ 300 mil do PHS e o restante é proveniente de doações de pessoas físicas. A recente pesquisa Datafolha para o Senado em Minas Gerais mostra Dilma com 29% das intenções de voto e Viana com 14%.

Confiança demais

A ala otimista de parlamentares petistas aposta na vitória de Fernando Haddad já, acredite, no primeiro turno da disputa, a despeito das pesquisas mostrarem números bem distantes. Haddad é tão confiante no avanço que já discute programa de ministérios e potenciais ministros. Copia Bolsonaro, que já elencou parte dos seus.

Governabilidade

Aliás, embora em baixa nas ruas - vejam nas redes sociais vídeos dos petistas candidatos em algumas capitais sem plateia - o PT espera formar maioria na Câmara e Senado. E contar com partidos aliados para derrubar a Reforma Trabalhista.

Desconfiança fica

Deputados desconfiam da segurança das urnas eletrônicas e propõem leis com normas para fiscalizar e reintroduzir o impresso. Uma das propostas (PL 8080/14), da deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), foi aprovada por unanimidade na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Propõe pelo menos dois registros impressos - um para o arquivo da urna, e outro para o eleitor. O TSE garante a lisura do aparelho.

Herança Temer

Sondagens do PSDB constaram que colou em Alckmin a imagem de aliado do Governo Temer - o partido chegou a ter 5 ministérios, mesmo com o presidenciável contrariado. Mas nada fez, como presidente da legenda. Adversários espalham que Alckmin avalizou as reformas polêmicas.

High Level

Em relação à nota 'Filho de peixe', da Coluna de ontem, um esclarecimento: Rodrigo Fux, que segue os passos do pai, Luís Fux, no Direito, é advogado da High Level.

Dilma bombada

Ex-presidente Dilma Rousseff - AFP / Nelson Almeida

Deposta da Presidência há dois anos, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) irá gastar 11 vezes mais que o concorrente e segundo lugar na corrida ao Senado por Minas, o jornalista Carlos Viana (PHS). A petista recebeu mais de R$ 4 milhões do Fundo de Financiamento de Campanha, destinado pela cúpula do PT - ela ainda tem prestígio.

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