Por Leandro Mazzini

Jair Bolsonaro prepara anúncios de impacto na Segurança Pública para dia 1º de janeiro, caso seja eleito hoje presidente da República. O principal deles será o fim de regalias para detentos condenados por homicídios e estupros, como as chamadas 'saidinhas', os indultos concedidos pela Justiça nos feriados. Bolsonaro também vai trabalhar junto ao Congresso Nacional para aprovar, ainda em 2019, a PEC da redução da maioridade penal para 16 anos - existe uma proposta em tramitação avançada no Senado.

A granel

Para não causar reboliço na sociedade e em setores diversos e nos outros Poderes, Bolsonaro pretende detalhar os temas durante a eventual transição de governo.

Vigilância ambiental

Entidades de proteção do Meio Ambiente anunciam "vigilância permanente" contra a unificação dos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura no eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL). O presidenciável já admitiu rever a medida.

Tiro no pé

À Coluna, o Greenpeace posiciona que, do ponto de vista econômico, a unificação será um tiro no pé: "Mercados internacionais e consumidores querem garantias de que o nosso produto agrícola não esteja manchado com a destruição florestal". Além do Greenpeace, se juntarão à vigilância a WWF Brasil, SOS Mata Atlântica e outras 50 entidades.

Conselhos

Cotado para assumir a Casa Civil no eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL), o deputado Ônix Lorenzoni (DEM-RS) estreitou o diálogo com o atual titular da pasta, o também gaúcho Eliseu Padilha (MDB). O corte de cargos e o impacto orçamentário da extinção de ministérios foram os principais assuntos tratados nas últimas semanas.

Virada

Só um tsunami ou "uma queda de torres gêmeas" pode modificar a opinião pública e resultar na vitória de Fernando Haddad na votação de hoje. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, Carlos Manhanelli. "Dificilmente teremos uma virada", resume.

Romaria

Uma romaria de bons advogados está deixando o Recife às segundas-feiras e retornando no sábado. Dizem que só ganham dinheiro em Brasília em processos que envolvem a Operação Lava Jato. São Paulo é o segundo polo das pontes aéreas.

Encruzilhada

Senador Paulo Rocha (PT-PA) diz que a votação de hoje coloca o Brasil em uma "encruzilhada", ante de dois projetos de nação: "o dos ricos, dos poderosos, representado por Bolsonaro. Outro, dos pobres, do povo, representado por Haddad".

Delação

Laura Chinchilla, ex-presidente da Costa Rica e chefe da missão da Organização dos Estados Americanos (OEA), que está no Brasil para observar as eleições, foi mencionada em delação do empreiteiro Léo Pinheiro, no âmbito da Lava Jato.

Jantar

O empresário revelou que contratou Lula para uma palestra na Costa Rica, em 2011, por US$ 200 mil. Pinheiro confirmou na delação que a OAS tinha interesses no país e que o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, havia dito que o petista poderia "influenciar autoridades locais em prol dos negócios da OAS". Após a palestra, de acordo com Pinheiro, Lula o levou a um jantar com a então presidente Laura Chinchilla.

Agronegócio

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Tribunal de Contas da União (TCU) vão alinhar ações contra entraves burocráticos e impulsionar a competitividade do setor agropecuário brasileiro. Realizam na terça-feira, em Brasília, o seminário "Desburocratizar para crescer".

Insegurança jurídica

À Coluna, o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, pontua que os resultados das ações deverão alavancar o setor: "É necessária a eliminação de regulamentos e portarias conflitantes que muitas vezes resultam em insegurança jurídica. Esse é o objetivo do trabalho da CNA com o TCU".

Memórias

O Dicionário Cravo Albin vai homenagear a atriz Bibi Ferreira. Ganhará verbete de honra, com informações do novo livro sobre ela, que a pesquisadora Jalusa Barcellos acaba de concluir.

ESPLANADEIRA
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Coluna deseja aos leitores boa votação e que o segundo turno das eleições transcorra em clima de paz e normalidade em todo o país.
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Desespero
delegado Franceschini
delegado Franceschinireprodução facebook
Deputado Delegado Franceschini (PSL) afirma que o aliado Jair Bolsonaro (PSL) tem muito mais votos que os indicados nas últimas pesquisas: "Se diz que Bolsonaro está caindo é porque o desespero bateu e a eleição petista já afundou".
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