Marco Aurélio: 'Não há nada que comemorar neste primeiro de abril'

Ministro disse que o respeito à democracia e à Constituição é o que importa

Por Leandro Mazzini

Brasília - O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, que passou o final de semana no Rio de Janeiro, afirmou "que não há nada para comemorar neste dia primeiro de abril".

Após participar de homenagem ao jurista Paulo Cezar Pinheiro Carneiro, no Tribunal de Justiça do Rio, Marco Aurélio pontuou à Coluna, sobre 1964, que o respeito à democracia e à Constituição é o que importa: "Seja qual for o termo que se use, golpe ou movimento. Nada que comemorar. É importante que o povo tenha memória. E que sigamos em frente sem esquecer do que passou e das experiências que temos disso tudo".

Liminar

Na sexta-feira, 29, a juíza Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara da Justiça Federal, atendeu a um pedido de liminar apresentado pela Defensoria Pública da União e proibiu o governo de Jair Bolsonaro de comemorar o aniversário de 55 anos do golpe de 1964. A decisão, no entanto, foi derrubada pelo Tribunal Regional Federal da 1º Região (TRF-1), com sede em Brasília.

Exército

Neste domingo, o Palácio do Planalto divulgou vídeo em defesa do golpe militar de 1964 no qual o apresentar afirma: "O Exército nos salvou. O Exército nos salvou. Não há como negar. E tudo isso aconteceu num dia comum de hoje, um 31 de março. Não dá para mudar a história".

Tesourada

O Planalto esperou a poeira baixar para anunciar a tesourada de R$ 2,956 bilhões nas emendas parlamentares - individuais e de bancada. Quando divulgou o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, no dia 22 de março, o Ministério da Economia indicou que o bloqueio de despesas seria de R$ 29,792 bilhões, sem previsão de cortes de emendas.

Vice

O contingenciamento subiu para R$ 36 bi e atinge principalmente os ministérios da Educação (R$ 6,876 bilhões) e o de Minas e Energia (R$ 3,768 bilhões). A vice-presidência, chefiada pelo general Hamilton Mourão, foi poupada dos cortes.

Refinarias

O senador Jean Paul Prates (PT-RN) quer que o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, compareça ao Congresso para esmiuçar o programa de privatização das refinarias e das fábricas de fertilizantes estatal. O petista alega que a privatização dessas atividades "significa aumento de preços e até escassez de produtos".

Subsidiárias

O petista aponta que o modelo de privatização do Governo Federal prevê a criação de duas subsidiárias, uma reunindo ativos da Região Nordeste e a outra reunindo ativos da Região Sul: "Tão logo sejam criadas, a Petrobrás pretende vender 60% da participação acionária em cada uma dessas novas subsidiárias". Requerimento de Prates convidando Roberto Castello Branco foi aprovado na Comissão de Infraestrutura do Senado.

Maia x Cunha

A oposição na Câmara irá recorrer da decisão do presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que anulou a convocação de Sérgio Moro, ministro da Justiça, aprovada na Comissão de Legislação Participativa (CLP). O líder da bancada petista, Paulo Pimenta (RS), afirma que Maia não é imperador para fazer o quiser e atropelar as instâncias da Câmara: "Não vamos aceitar essa manobra sem denunciar a sua ilegitimidade e sem recorrer. O tempo de Eduardo Cunha já passou".

Sem drogas

A jovem deputada federal Tábata Amaral (PDT-SP) convidou Walter Casagrande para falar, no sábado, 30, sobre como conseguiu livrar-se das drogas para um grupo de representantes de comunidades e da periferia de São Paulo.

Itinerante

A palestra fez parte do programa itinerante criado pela parlamentar para a criação de políticas públicas que combatam a dependência química e aconteceu na Vila Missionária, na capital paulista.

Incêndio

O incêndio devastador na reserva Refúgio de Vida Silvestre do Rio dos Frades, na região sul de Porto Seguro, começou com uma turma que fez churrasco na beira do rio do frade e perderam o controle. Resultado: 38 dias de incêndio e boa parte da mata nativa devastada.

Lance

Na quarta-feira, 3, o Instituto Lula irá realizar o leilão de 50 fotos históricas tiradas do ex-presidente desde que ele começou sua vida pública, como sindicalista, nos anos 70. O lance mínimo de cada fotografia em papel impresso será de R$ 1.313.

Memória

Maria Tereza Goulart vai lançar sua biografia, Uma mulher vestida de silêncio, dia 16 de abril, na Livraria da Travessa Travessa do Shopping Leblon. A foto da capa da ex- primeira-dama ao lado de Jango, no histórico comício da Central do Brasil, é de autoria de Evandro Teixeira.

Esplanadeira

O show Elas cantam Elis, dirigido por Carlos Alberto Serpa, com roteiro e produção de Marcus Brandão, estreou na Casa de Julieta Serpa (RJ). De quartas a domingos, às 16h.

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