Dependência do governo ao Centrão aumenta

Parlamentares do grupo apontam que, diante do cenário adverso, são ínfimas as chances de passar, ainda este ano, as reformas administrativa e tributária

Por Leandro Mazzini

Embora não tenham influenciado na votação e aprovação da Reforma da Previdência no Senado, a crise no PSL e a falta de uma base aliada consolidada na Câmara aumentarão a dependência do governo das legendas do chamado Centrão para aprovar novas medidas que serão encaminhadas ao Congresso.

Parlamentares do grupo apontam que, diante do cenário adverso, são ínfimas as chances de passar, ainda este ano, as reformas administrativa e tributária. E não há disposição e iniciativas por parte dos articuladores da Presidência para consolidar a base na Câmara. Deputados dizem, nos bastidores, que o diálogo com interlocutores do governo se tornou esporádico.

Tá feia a praia

As manchas de piche que não param de chegar nas praias do Nordeste dão prejuízos ao setor hoteleiro. Em Salvador, um cinco estrelas teve quatro reservas canceladas.

Olho em 2020

Os governadores de Sergipe e Pernambuco mandaram filmar todo o óleo nas praias. Pretendem usar isso contra o governo federal, diante da inépcia das autoridades.

Atrasadões

Só há três dias os comandos do Exército e Marinha mandaram soldados às praias para ajudar na limpeza, 50 dias após o crime. Parabéns ao aguerrido povo nordestino.

Série B

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal acumula série de derrotas que o estão tirando do grupo de entidades que conseguem manter os benefícios corporativos de seus representados. Quem circula no meio das entidades de classe avalia que o "rebaixamento" do Sindifisco será selado pela entrega ao TCU, por parte da Receita, dos dados dos auditores que acessaram informações sigilosas de autoridades.

Submissão

O episódio da demissão de Marcos Cintra do cargo de secretário da Receita foi outra demonstração de pouca força da entidade. Ao contrário do que fizeram as associações dos delegados e dos peritos da Polícia Federal, que criticaram a ingerência do presidente Bolsonaro no órgão e repudiaram a tentativa de demissão de Maurício Valeixo, o Sindifisco aplaudiu quando Bolsonaro pediu a cabeça de Cintra.

Derrotas jurídicas

Mesmo ganhando uma ação para incorporar uma gratificação ao salário dos auditores, ao custo de R$ 4 bilhões ao erário, o sindicato não conseguiu o pagamento até agora porque o ministro Francisco Falcão, do STJ, suspendeu a decisão. Em outro episódio, o TCU questiona o pagamento do bônus de eficiência para os auditores e determinou que fossem apuradas irregularidades no pagamento do benefício.

Libertadore$

A final da Copa Libertadores aqueceu o mercado de turismo no Rio. Ontem à tarde nenhuma companhia mais tinha voos para dias 22 e 23 do Rio para Santiago do Chile.

Muy amigo

A equipe econômica identificou o diretor dos Correios Heronildes Eufrásio Filho como um dos apoiadores do pleito para que a empresa pública voltasse a pagar pelo plano de saúde dos pais e mães dos empregados. Por iniciativa de Eufrásio, os Correios mudaram de posição e passaram a atuar contra uma decisão já obtida pela própria empresa.

Desconfiança

Apesar da pressão do diretor e dos empregados dos Correios, o TST rejeitou o pedido para os Correios reassumirem o custo. Mas, até agora, a equipe econômica ainda não se conformou com o descompasso do dirigente com a política de austeridade, deixando causando instabilidade na diretoria da estatal.

 

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