Se TSE liberar assinatura eletrônica, Brasil pode ter 100 partidos

Isso porque, atualmente, o País já tem 32 partidos registrados, sendo 26 com representação na Câmara Federal e no Senado

Por Leandro Mazzini

Se o Tribunal Superior Eleitoral liberar a assinatura eletrônica como uma das medidas viáveis para a criação de partido, o Brasil poderá ter cerca de 100 legendas. Isso porque, atualmente, o País já tem 32 partidos registrados, sendo 26 com representação na Câmara Federal e no Senado. Outros 77, incluindo o do presidente Jair Bolsonaro, Aliança para o Brasil (APB), estão na fila para serem habilitados.

Um disparate se comparado ao número de partidos em outros países, com na França (14), Reino Unido (13) e Chile (9). Críticos do inchaço de siglas, ministros do TSE tendem a rejeitar a liberação da assinatura eletrônica. O Ministério Público Eleitoral se posicionou contra.

Terra de Dória

Presidenciável declarado, o governador Wilson Witzel (PSC), do Rio, palestra amanhã e quarta no 2ª Fórum Nacional da Inteligência Aplicada para o Combate à Criminalidade, em São Paulo.

Vitrine

Aliás, a cada dia mais Witzel e João Dória (PSDB) - outro que sonha com a presidência - reforçam agenda nacional de participações em eventos, seminários e afins.

Já sabíamos

Auditoria do TCU constata o uso político de emendas parlamentares - recursos públicos que deputados e senadores destinam para obras e projetos em seus estados. No Acórdão 2704/19, o ministro relator Vital do Rêgo cita que, embora as emendas sejam de execução obrigatória, podem ser alvo de contingenciamento, como qualquer despesa discricionária, com vistas ao cumprimento da meta de resultado primário.

Sim, sim..

Em outro trecho, escreve que os governos de modo geral "têm utilizado a liberação de emendas como parte do processo de negociação, quando podem acenar com a possibilidade de 'descontingenciamento' de recursos para emendas parlamentares, com o objetivo de obter apoio para ações que dependam de aprovação legislativa".

Fachada

As investigações da Lava Jato que levaram à prisão o ex-deputado federal André Vargas, ex-vice-presidente da Câmara, terão desdobramentos. A CGU instaurou processos para apurar pagamentos de vantagens indevidas pelas empresas Sagaz Digital Produções de Vídeos e Filmes Ltda., Soundzilla Music Monsters Produções Audiovisuais Ltda., BRVR Filmes Ltda. e Conspiração Filmes S/A.

Extrato

A investigação mira contratos firmados com a Caixa e o Ministério da Saúde, entre 2010 e 2014, nos quais as empresas - agora investigadas - foram subcontratadas e teriam pago valores mediante depósitos em contas de empresas de fachada para beneficiar o ex-deputado petista.

Autofagia

Amigos em Belo Horizonte do (por ora) ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, dizem ter recebido neste fim de semana mensagem dele por whatsapp, irado com uma aliada. "Deputada Alê Silva envergonha a direita brasileira e se alia a PSOL, PT e Folha de São Paulo para tentar derrubar ministro de Bolsonaro".

Alta cota

Em meio à euforia dos militantes e convidados, o presidente Jair Bolsonaro fez questão de procurar o empresário Paulo Octavio, dono do hotel Royal Tulip onde foi a primeira convenção do APB, e dar-lhe um abraço. Bolsonaro sabe onde pisa. O ex- senador hoje comanda o PSD local, e é ouvido por todos os líderes de partidos.

Plim Plim

A reestruturação do Grupo Globo, com dezenas de demissões nas empresas de - especialmente no jornalismo - é uma das pontas do iceberg da situação. A Globo Paraná - onde a família Marinha é sócia (minoritária) com as famílias Cunha Pereira e Lemanski - está à venda por R$ 900 milhões. A contra-proposta do grupo interessado foi de R$ 400 milhões.

Erramos

Jair Renan Bolsonaro, filho mais novo do presidente Bolsonaro, não pode se candidatar a vereador, conforme citamos. Está inelegível em face ao cargo do pai.

 

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