Corona palaciano

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O presidente Jair Bolsonaro passará por novos testes nesta semana para averiguar se contraiu mesmo o coronavírus. Questionada pela Coluna na sexta-feira, a assessoria do Palácio informou que não vai divulgar os resultados dos exames do teste e contraprova, e os médicos que os validaram, para endossar o que o presidente se limitou a dizer vagamente no Twitter: de que deu negativo. Mesmo assim, cancelou agenda em Natal, usou máscaras e ontem, ao participar das manifestações pró-Governo, não desceu do carro na Esplanada. Depois, porém, teve contato com eleitores em frente ao Palácio do Planalto. Na sexta, a Coluna informou que o primeiro teste dera positivo para os sintomas do coronavírus. Bolsonaro desmentiu, mas não mostrou os exames. O presidente os fez no Hospital das Forças Armadas, e depois a contraprova no Laboratório Sabin. O Palácio não quis dar publicidade.

Praxe

A praxe nos hospitais é: se a pessoa testa positivo para sintomas deve fazer a contra-prova com mais exames detalhados, que pode constatar a contaminação ou apenas gripe. Deu negativo no primeiro, vai para casa.

Saúde do Brasil

O presidente foi prudente. Falar numa sexta 13, no meio do dia, que havia sido infectado ou estava com suspeitas, derrubaria a Bolsa de Valores, que já cambaleia em fuga de capitais.

Ombro a ombro

Os governos dos Estados não informam claramente se há exames em novos detentos que entram em presídios. São potenciais focos de contágio.

Diagnósticos

Um médico que deu palestra no Ministério dos Direitos Humanos na sexta foi claro: há quem esteja contaminado, não sabe, e vai se curar. Há os que pegaram, mas os sintomas ainda não aparecem - e outros que deram negativo, mas o vírus, resistente, poderá aparecer num exame em sete dias. Daí a preocupação do presidente em novo teste.

Metal 'condutor'

Maior contato com o coronavírus é pelo metal, no qual sobrevive até 12 horas. Corrimão de escada e de transportes coletivos deve ser evitado ao máximo. Há possibilidade grande também de uma pessoa pegar o vírus duas vezes - neste caso, a segunda vez pode ser fatal, a depender do grau de imunidade do organismo.

Caixa bancário

Os repasses do Tesouro para subsidiar os bancos não se limitarão à Caixa e BB. Os bancos privados pressionam. Receosas, recuam no crédito - e quem tem interesse, ainda pega a juros exorbitantes. O risco do calote na praça é alto.

Do coldre

A PF adiou o curso de formação na Academia Nacional em Brasília. Centenas de nomeados e a corporação, que demanda pessoal, terão de esperar.

Comitiva

Os ministros da comitiva aos EUA que passaram por testes e são monitorados: Ernesto Araújo (Itamaraty), Augusto Heleno (GSI), Fernando Azevedo (Defesa) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

Tão perto, tão longe

Da bancada do DF, apenas os deputados federais Bia Kicis e Luís Miranda votaram com o governo na manutenção do veto ao aumento bilionário do BPC. Do contra, foram Érica Kokay, Celina Leão, Júlio Cesar, Prof. Israel, Flávia Arruda e Paula Belmonte - cujo marido, o advogado Luiz Felipe Belmonte, é um dos patrocinadores do Aliança pelo Brasil, novo partido dos Bolsonaro.

Luiza e Curitiba

Luiza Trajano, da Magazine Luiza, enviou vídeo de incentivo para evento com público feminino em Curitiba. Virou fã da capital pelo Empreendedora Curitibana, que classifica mulheres que querem um negócio próprio.

Correção

Ao contrário do publicado aqui, o senador Marcos Rogério, de Rondônia, é do DEM, não do PDT.

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