Duplo 'não' ao Cabo. Governo nega pedido de anistia para militar infiltrado

Ministério dos Direitos Humanos indeferiu solicitação de José Anselmo dos Santos que poderia render indenização mensal vitalícia

Por O Dia

Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde
Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde -
Brasília - O famoso Cabo Anselmo, militar infiltrado em movimentos subversivos e que entregou centenas de guerrilheiros durante o regime militar, teve pedido de anistia negado no governo de Jair Bolsonaro. O mesmo já havia acontecido durante o governo de Dilma Rousseff (2011). Na Portaria 1.532, o Ministério dos Direitos Humanos indeferiu a solicitação de José Anselmo dos Santos que poderia lhe render uma indenização mensal vitalícia, como ‘perseguido político’ do regime (Processo 2004.01.42025) – aos que
estranham a demanda, seria como um reconhecimento dos serviços prestados ao governo. Em revisão de processos na semana passada, aliás, o ministério anulou 295 anistias políticas concedidas a cabos da Aeronáutica após a redemocratização do país.

Invisível
Para amigos de Cabo Anselmo, ele foi “destruído pela esquerda e abandonado pela direita”. E afirmam que não consegue, hoje, nem emitir um documento de identidade.
Cofre forte
A reviravolta histórica renderá economia de R$ 3,5 milhões por mês aos cofres da União. O ministro Paulo Guedes agradece.
Cenário
O ex-ministro da Saúde Luiz Mandetta (FOTO) lembrou bem: o governo, ao recontar números de mortos e driblar a imprensa, tenta matar o carteiro, que é apenas o portador da notícia ruim.
Dragão na praça
Além do comércio, a inflação também voltou, pelo menos em Brasília. Num quiosque de rua, um bombom antes a R$ 1, saiu a R$ 1,50; um envelope pardo tamanho A4 (antes R$ 0,30) já está a R$ 1. Uma famosa chocolateria nacional cobra R$ 41 por 100 gramas (isso!) de bombons com recheio de licor. Registrou ontem leitor da coluna.

Justiça a Miguel
A última capitania hereditária a passar para o domínio direto da Coroa foi Pernambuco, em 1716. Mas hoje o estado continua com algumas, tendo como o capitão o governador Paulo Câmara (PSB) e aliados como a família Hacker (controla três cidades do litoral Sul). É de lá que vem a primeira-dama indiciada pela morte de Miguel Otávio.
Moro perseguido?
Há um discreto movimento de advogados criminalistas para barrar a carterinha de advogado ao e-juiz Sergio Moro na seccional da OAB do Paraná.
Memória JB
Joaquim Barbosa, quando deixou o STF, passou pelo mesmo constrangimento na seccional do DF, mas conseguiu a duras penas.
Dirceu.adv
A OAB que fez jogo duro com Barbosa e agora pode atazanar a vida de Moro é a mesma que fechou os olhos na seccional de São Paulo e deixava José Dirceu, já condenado no Mensalão, transitar com carteirinha de advogado. .. Dirceu só teve a carteirinha cassada após pressão de entidades e uma discreta bronca do Conselho Federal na seccional paulista.
Meio Ambiente
A AES Tietê, empresa produtora de energia elétrica para o país, anunciou investimento de R$ 6 milhões neste ano em ações para preservar ecossistemas. A companhia é responsável pelo repovoamento de 2,5 milhões de peixes, pela produção e plantio de milhares de árvores nativas e o monitoramento de animais silvestres.
75 anos
A crise sanitária e da Economia forçou o fechamento em Pomerode (SC) da fábrica de Porcelanas Shimidt, que desde 1945 operava na cidade. A empresa vai manter o parque fabril apenas de Campo Largo (PR).
País do jeitinho
Sem fiscalização e com o STF dando poderes a prefeitos e governadores (que batem cabeça), o brasileiro encontra cenários complicados Brasil adentro. Em Monte Verde, distrito turístico de Camanducaia (MG), só entra quem tem reserva hotel.
Galeão
A concessionária que administra o Aeroporto do Galeão jura que não demitiu um funcionário sequer, nessa crise que praticamente fechou aeroportos.

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