O apresentador justificou a situação afirmando que o colega só é 'chato'Reprodução/SBT/Jovem Pan

O apresentador Ratinho voltou a se pronunciar sobre a polêmica envolvendo Juliana Oliveira, ex-assistente de palco do programa “The Noite com Danilo Gentili”, e o jornalista Otávio Mesquita. Durante uma entrevista, ele comentou a denúncia de estupro feita por Juliana, que teria ocorrido nos estúdios do SBT, em 2016. O comunicador afirmou que, embora Mesquita costume ultrapassar limites em seu comportamento, isso não significa, em sua opinião, que ele tenha cometido um crime dessa gravidade.
A entrevista foi concedida na tarde da última quarta-feira (16), ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan. Durante a conversa, Ratinho abordou abertamente o caso e disse manter uma boa relação com Juliana. Ele também demonstrou surpresa pela acusação ter sido feita tanto tempo depois. “Eu gosto muito da Juliana como pessoa, sempre me tratou muito bem, e eu sempre tratei ela muito bem. Nunca acreditei que ela fosse achar ruim uma brincadeira daquela do Mesquita, que é chato pra caralh*, declarou.
O SBTista se posicionou em favor do amigo, dizendo reconhecer que Mesquita, por vezes, passa dos limites, mas reforçou não enxergar intenção criminosa na situação. “Ele não é um cara que brinca e para… Ele passou do limite, mas acho que não era motivo de processo, foi brincadeira. Ele não fez por maldade. Quando é maldade, é maldade. Ele não queria estuprar a mulher.”, afirmou.
O apresentador ainda relembrou episódios em que ele próprio foi alvo de atitudes inconvenientes de Mesquita, minimizando o comportamento do colega. “Eu não achei que isso fosse levar a um processo de estupro. Para mim, é uma brincadeira estúpida dele, como várias outras. Um dia eu estava no Jassa [cabeleireiro], eu estava cortando o cabelo, e ele ficava esfregando o pinto em mim. Ser chato não é crime. Não é maldade”, comentou Ratinho, que também disse acreditar que a ação judicial aberta por Juliana será encerrada sem condenação. “Eu acho que a Juliana vai perder esse processo”, completou.
Encerrando o assunto, o comunicador contou que, depois desse caso, passou a refletir mais sobre suas próprias atitudes durante as gravações de seu programa no SBT. “Se eu fosse chato igual ao Mesquita, eu gostaria que me falassem. Esses dias, eu estava brincando com a Cariúcha, e a minha mulher me ligou, ela falou: ‘Para de ficar brincando com a Cariúcha, porque ela pode fazer a mesma coisa que a Juliana fez'”, concluiu.