A criadora de conteúdo é aluna de uma faculdade particularReprodução/Instagram

A estudante Laryssa Schneider, que também atua como influenciadora digital e cursa o ensino superior em uma instituição privada no Distrito Federal, relatou ter sido alvo de racismo na última quarta-feira (16/4). O caso foi exposto por ela em seu perfil nas redes sociais e aconteceu em um grupo de mensagens no WhatsApp, que tem como membros alunos da instituição.

Segundo a vítima, o responsável por iniciar os ataques foi um rapaz chamado Alan, com quem ela afirma nunca ter cruzado nos corredores da faculdade, nem ter tido qualquer contato. Em uma mensagem enviada no grupo, ele insinuou um furto, escrevendo: “Laryssa, minha carteira sumiu hoje, você sabe de alguma coisa?”. Logo depois, outro participante compartilhou a imagem de uma carteira estampada com várias bananas, reforçando o teor racista da conversa.

Visivelmente abalada, Laryssa gravou vídeos dentro do carro, momentos antes de chegar à instituição, contando o que havia acontecido. “Ontem, cerca de 23h da noite, eu fui vítima de racismo em um grupo que não é da faculdade, mas que é de alunos da faculdade, eu estou, desde ontem, revisitando e revivendo essa situação”, disse.

A estudante contou ainda que sua dor e revolta só foram validadas após uma pessoa branca intervir no grupo e afirmar que a situação configurava racismo, no dia seguinte, e que só assim as piadinhas cessaram. “Só levaram a sério quando uma pessoa branca falou que era racismo e que não tinha graça, porque as pessoas estavam achando engraçado."

No mesmo desabafo, Schneider comentou que a universidade a acolheu diante do ocorrido, oferecendo suporte e se comprometendo a agir institucionalmente. “Mas tem violências que a gente sofre diariamente, mesmo que de forma velada, e quando é exposto para 400 pessoas, não tem conforto que possa acalmar”, desabafou. A criadora de conteúdo também falou sobre o que espera em relação à resolução do caso. “Eu espero que a gente consiga resolver essa situação e que de fato haja justiça. Crimes raciais não são levados a sério de maneira nenhuma. Eu estou, inclusive, sendo chamada de mimizenta por denunciar isso”, lamentou.

Apesar da assistência oferecida pela faculdade, a estudante frisou o abalo emocional deixado pelo episódio: “Tem violências que a gente sofre todos os dias, e quando isso é exposto para 400 pessoas, não há conforto que baste." Laryssa Schneider também contou, através dos stories do Instagram, que já registrou um boletim de ocorrência na delegacia.