O projeto de lei foi proposto em fevereiro deste anoReprodução/Instagram

O projeto que ficou conhecido como "Lei Anti-Oruam" foi proposto pela vereadora de São Paulo, Amanda Vettorazzo, em fevereiro deste ano e, embora já tenha sido aprovado em alguns estados, ainda segue em análise na capital paulista. Nesta semana, a discussão da proposta foi adiada mais uma vez, e a parlamentar acabou se irritando com os colegas de trabalho.
A política fez questão de deixar claro a própria frustração logo após a decisão ter sido tomada. "Eu também gostaria de reiterar que, assim, eu não quebro acordo. Meu projeto já foi tirado duas vezes, um projeto extremamente importante. Mas eu deixo aqui um recado: se, na semana que vem, não cumprirem o acordo de pautar o PL Anti-Oruam, eu vou obstruir esta Casa até a gente votar", ameaçou a vereadora do União Brasil.
Vettorazzo então culpou outro partido político por atrapalhar o andamento da votação. "Já é a segunda vez, já na terceira semana consecutiva, que esse projeto é tirado de pauta por conta do PSOL. Então, só gostaria que ficasse registrado que eu cumpro acordo, mas, se na semana que vem não pautarem, eu vou pedir verificação até para entrar no elevador. Obrigada", finalizou ela.
A "Lei Anti-Oruam" pretende impedir que a prefeitura de São Paulo firme contratos com cantores que tenham repertório com músicas que façam apologia ao crime ou ao consumo de drogas. Segundo Amanda Vettorazzo, o projeto "surge da necessidade de garantir que tais eventos sejam promovidos de forma responsável, especialmente no que diz respeito à proteção de crianças e adolescentes". Ela também destacou que "não pode o Poder Público institucionalizar expressões de apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas por meio de contratações artísticas em eventos com acesso ao público infantojuvenil".