A criadora de conteúdo explicou o ocorrido em um vídeo publicado no InstagramReprodução/Instagram

A influenciadora Maya Massafera usou suas redes sociais na última quarta-feira (27) para relatar um episódio de agressão ocorrido durante o Festival Keinemusik, em Londres. De acordo com ela, foi impedida de entrar no local e tratada com violência pelos seguranças. Um deles teria afirmado que o evento não era um local para mulheres transsexuais.

No vídeo, Maya narra o que aconteceu e denuncia o ato de transfobia que sofreu. “Falaram que aqui não é lugar de mulher trans, então estou reclamando com eles”, disse em um momento do relato. Ela também contou que tentou conversar com representantes do evento e pediu providências. “Eu fui agredida na sua festa e ninguém fez nada sobre isso. Por quê? Por que sou trans? Por que você não faz nada?”, questionou.

Visivelmente abalada, a criadora de conteúdo desabafou após os registros e afirmou ter procurado sua psicóloga após o ocorrido. “A gente nunca acha que essas coisas vão acontecer com a gente. Eu nunca achei que isso fosse acontecer comigo.” Ainda segundo ela, ouviu de um dos envolvidos a seguinte frase: “Você não é mulher, você é homem.”

A influenciadora explicou que tudo começou com um empurrão, seguido de um apagão. “Não sei se joguei bebida nele, ele falou algo e me empurrou. Depois que ele me agrediu, comecei a bater nele com tanta força… Olha minha unha, gente. Minha unha em gel quebrou”, relatou.

Ela reconheceu que o ideal seria manter a calma, mas admitiu ter reagido por impulso, abalada emocionalmente. Disse também que outras pessoas estavam presentes no momento. Após a confusão, procurou apoio de policiais, mas a resposta foi decepcionante: sugeriram que ela simplesmente deixasse o local.

“E aí o que eu fiz, o que você deveria fazer, o que vejo muita gente falando, é: ‘Pegue o celular e grave’. Porque, quando você grava, as pessoas se sentem mais inibidas e tendem a te ajudar. No começo, os policiais nem queriam me acompanhar para procurar o cara”, explicou Maya. De acordo com ela, os agentes ajudaram brevemente e logo desistiram da busca.

Encerrando seu relato, Massafera deixou uma mensagem firme sobre identidade e respeito: “Quero deixar uma coisa muito clara: eu não sou uma mulher cis, eu sou uma mulher trans. Nunca vou ser uma mulher que nasceu biologicamente mulher. Eu nasci com a alma em um corpo diferente. Mas isso não significa que mulheres trans e mulheres cis não tenham os mesmos direitos. As duas são mulheres e, juntas, são mais fortes. Eu não quero tirar o lugar de nenhuma mulher cisgênero. Apenas quero respeito. Eu sou uma mulher trans e mereço o mesmo respeito que qualquer outra.”