Léo Picon já não assinava ctps e agora carimbou crachá de sócio oculto em processo trabalhista Foto: Reprodução/ Instagram

Depois do processo que revelamos em novembro sobre o influenciador Léo Picon, que estava sendo acusado por uma ex-funcionária de não assinar a carteira, impor jornada 6×1 e pagar por fora, surgiu mais um capítulo para apimentar o enredo trabalhista do irmão da ex-BBB Jade.
Agora, com exclusividade, a coluna Daniel Nascimento revela os desdobramentos desse imbróglio que chegou à sua fase final. Lembram que a defesa de Léo alegou que ele não fazia parte do quadro societário do "Picon’s RockStar Café", em Recife e que a juíza não engoliu essa desculpa? Pois é. Léo tentou virar o jogo e pediu que a Justiça desse uma nova olhada no caso. Mas levou um belo "não" como resposta. O tribunal nem quis saber: disse que ele errou até na forma de pedir e que não tinha motivo pra reabrir a história.

O influenciador queria que seu nome fosse retirado do processo movido por uma ex-funcionária da casa onde, segundo ela, trabalhou sem registro, com folgas precárias e salário pago por fora. Mas a Justiça já tinha entendido que, apesar de seu nome não constar oficialmente como sócio, ele agia como tal. Ou seja, era o famoso "sócio oculto", aquele que está por trás das decisões, mas fora dos papéis.

Na nova tentativa de escapar da cobrança, Leo alegou que a decisão que o envolveu no processo foi injusta e que o tribunal anterior deixou de responder questões importantes. O problema é que ele cometeu um erro considerado básico por quem acompanha a Justiça do Trabalho: não apresentou corretamente os trechos das decisões anteriores que sustentariam sua reclamação. É como se tivesse enviado um pedido incompleto, faltando os argumentos-chave. Resultado: o tribunal nem analisou o mérito do que ele dizia.

Além disso, como o processo já está em fase de cobrança, a única forma de reverter a decisão seria provar que houve uma violação clara da Constituição, o que também não aconteceu. Segundo o Tribunal, mesmo que houvesse algum erro, seria algo secundário, nada que justificasse rever todo o caso.

Outro detalhe importante: o tribunal reafirmou que está tudo certo com o juiz que usou a chamada "motivação por remissão", aquela prática em que o magistrado diz que concorda com a decisão anterior e apenas reforça os mesmos argumentos. Segundo o TST e até o Supremo Tribunal Federal, isso não fere o direito de defesa de ninguém. Pelo contrário: economiza tempo e mostra que a decisão está bem fundamentada.

No fim das contas, Léo Picon continua como responsável direto pela dívida com a ex-funcionária e terá que arcar com as consequências. A tentativa de se livrar da bronca não só falhou como ainda deixou claro que sua defesa tropeçou nas regras mais simples do processo. A Justiça foi firme: o recurso não tem nem como ser analisado, porque foi mal feito desde o começo.

A ironia é inevitável: Picon, que se posicionou publicamente contra a chamada "PEC do 6×1", que discute mudanças na jornada de trabalho, agora enfrenta acusações de ter colocado uma funcionária justamente nesse mesmo esquema, e sem carteira assinada. Após a repercussão da notícia, o influenciador se defendeu dizendo: "Em nenhum momento eu me coloquei contra o trabalhador. Em nenhum momento eu falei que sou a favor da escala 6×1. Eu falei que o que está escrito na PEC não é viável". Sobre o processo trabalhista, Picon afirmou: "Esse processo trabalhista ao qual se referem é uma ação em que a reclamante, que eu não conheço, envolveu indevidamente meu nome, pois nunca fui sócio ou administrei o estabelecimento em questão".
Pois é, Léo... se antes você dizia que não era sócio, agora a Justiça praticamente te entregou um crachá, e olha que nem precisou de reunião de equipe pra isso. Enquanto nos stories o lifestyle continua impecável, nos bastidores o roteiro é outro: processo na conta, cobrança na porta e um carimbo bem grande do TST dizendo "recurso indeferido". E aqui entre nós... dessa vez, a Justiça foi mais rápida que trend no TikTok.