Com a chegada do Carnaval, muitos tutores se perguntam: com quem deixar os pets enquanto viajam ou aproveitam a folia? Para garantir que cães e gatos mantenham uma rotina estável e segura, surgem serviços especializados, como hospedagem, creche e pet sitter, que oferecem cuidado individualizado e atenção constante. De acordo com dados da Petlove, a busca por essas opções aumenta, em média, 60% nesse período, reforçando a importância de alternativas confiáveis para atender os animais durante os dias de descanso de suas famílias.
“O início e o meio do ano, assim como o Carnaval, representam picos de procura pelos nossos serviços. As famílias viajam mais e precisam de cuidadores qualificados que possam oferecer atenção e assistência adequadas aos pets enquanto estão ausentes. Essa prática é especialmente recomendada para animais que se sentem ansiosos sozinhos ou que precisam de acompanhamento medicamentoso”, explica Pedro Risolia, médico-veterinário da Petlove.
Em locais especializados, os pets recebem alimentação nos horários corretos e a quantidade adequada, além de acompanhamento próximo e observação de suas necessidades, incluindo possíveis reações adversas. O cuidador também pode administrar medicamentos prescritos por veterinário, alinhados com o tutor, e garantir atividades de rotina, como exercícios, brincadeiras, passeios e socialização com outros animais, promovendo saúde física e mental.
“Durante viagens, os animais muitas vezes ficam horas dentro da caixa de transporte, o que pode gerar estresse significativo. Gatos, por exemplo, podem apresentar queda na imunidade, aumentando o risco de doenças. É fundamental conhecer o temperamento e as condições do pet e considerar alternativas antes de viajar com ele”, alerta o veterinário.
Opções de serviços e categorias
Murillo Trauer, diretor da vertical de serviços da Petlove, ressalta que a demanda por cuidadores surgiu para garantir segurança e bem-estar aos animais. “Contar com alguém responsável pelo nosso melhor amigo traz uma sensação de alívio. Para viagens longas, a hospedagem é a modalidade ideal, pois garante atenção contínua e cuidados a longo prazo”, explica.
A creche, por sua vez, é indicada para momentos de rotina diária ou passeios mais curtos, oferecendo suporte durante o período diurno. Já o serviço de pet sitter é recomendado para animais que não se adaptam bem a mudanças de ambiente. Nesta modalidade, o cuidador visita a casa do tutor e acompanha o pet em seu próprio espaço, realizando alimentação, higiene, brincadeiras e monitoramento do comportamento.
Pedro Risolia destaca que estratégias como pré-encontros entre o pet e o cuidador tornam a estadia mais confortável. “Nesses encontros, é possível criar uma mínima relação com o animal e alinhar informações essenciais sobre saúde, comportamento, brinquedos preferidos, petiscos e rotinas específicas, o que ajuda muito na adaptação”, completa o veterinário.
Experiência prática no Rio de Janeiro
João Araújo, anfitrião do Ewok's Club Pet Hotel, no Rio, explica que sempre realiza conversas prévias com os tutores para entender a rotina do animal, temperamento, vacinação, vermifugação e uso de antiparasitários. “Quando possível, fazemos um pré-encontro ou período de adaptação, especialmente para estadias mais longas.
Também solicitamos ração e itens com cheiro da família, além de caminhas para maior conforto”, comenta. Ele reforça a importância de verificar medicações, horários de administração e recomendações de alimentação. “O Carnaval aumenta significativamente a demanda, chegando a ser comparável ou até maior que Natal e Ano Novo. Muitas famílias procuram um local onde o pet possa ficar solto, acompanhado e com rotina estabelecida, exigindo mais atenção e organização”, revela João.
Camila Gonçalves, moradora do Rio há dez anos, compartilha sua experiência com duas gatas resgatadas, Dara e Mumu, adotadas em janeiro e março de 2025, respectivamente. A primeira experiência com serviço profissional de cuidado domiciliar aconteceu em dezembro de 2025, quando precisaram viajar para Brasília para a cerimônia em que o marido de Camila recebeu menção honrosa da Capes pela tese de doutorado.
“Foi a primeira vez que ficamos longe das gatas. Como elas são muito apegadas, ficamos receosos, pois mesmo quando saímos para trabalhar percebemos que comem menos. Optamos pelo pet sitter por recomendações e experiência da cuidadora”, conta.
Foram combinadas visitas diárias, durante as quais Camila recebia atualizações em vídeo mostrando alimentação, limpeza das caixas de areia e interação com as gatas. “A Mumu é mais aberta ao contato, enquanto a Dara é mais reservada, mas ambas se adaptaram bem dentro de suas personalidades. Saber que alguém experiente cuidava delas trouxe muita tranquilidade”, conclui a tutora.
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