O reajuste salarial para quem ganha o piso já é de conhecimento desde o ano anterior. O governo federal divulgou o aumento de R$ 1.320 para R$ 1.412, o que representa R$ 92 a mais no salário mínimo. Mas a grande dúvida dos beneficiários do INSS e dos demais brasileiros era em relação ao reajuste para quem recebe mais de um salário mínimo. No dia 11 de janeiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que determina esse reajuste. Além disso, o INSS tem um valor limite, chamado de teto, que também altera de acordo com esse índice.

O Brasil instituiu uma política de valorização do salário mínimo, que vai levar em conta o índice da inflação do ano anterior e do PIB dos últimos dois anos. Essa política de valorização tem o objetivo de dar um ganho real para os brasileiros e não apenas acompanhar a inflação.
Contudo, para quem ganha acima do mínimo, deve permanecer o reajuste baseado apenas na inflação. Apesar das expectativas e especulações dos brasileiros, o governo federal estava aguardando a divulgação oficial do IBGE referente ao INPC para conseguir calcular o reajuste de todos os salários, em especial dos benefícios do INSS.
O INPC fechou o ano em 3,71%, o menor índice desde 2018, quando fechara em 3,43%. Com esse índice divulgado, o teto do INSS, valor limite que um beneficiário poderá receber, sobe de R$ 7.507,49 para R$ 7.786.
Mas não é apenas o salário que altera com os reajustes. Para os beneficiários do INSS, também há alteração na margem para a contratação de consignados. Por exemplo, para quem ganha o piso salarial e já havia usado toda a margem, o aumento de R$ 92 vai permitir contratar R$ 1.324,67 em empréstimo, pagando parcelas de R$ 32,10, pois a legislação permite que os beneficiários usem 35% de sua renda para o
pagamento.
Já para o beneficiário que ainda não tem nenhum contrato ativo de empréstimo consignado, pode contratar cerca de R$ 20 mil, pagando parcelas de até R$ 492,20 mensais. Vale lembrar que as taxas de juros do empréstimo consignado caíram para 1,76%.
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