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A partir de 1º de janeiro de 2026, aposentar pelo INSS vai ficar mais difícil. Não é uma nova lei “de última hora”, mas o próximo passo do cronograma da Reforma da Previdência de 2019, que vem elevando, ano a ano, as exigências para quem quer deixar o mercado de trabalho. A idade mínima sobe, mas o tempo de contribuição não muda. Hoje, muitos trabalhadores ainda conseguem se aposentar pelas regras de transição. Em 2026, esse caminho fica mais íngreme. A mulheres precisarão ter 59 anos e 6 meses de idade e, no mínimo, 30 anos de contribuição. Já os homens terão de atingir 64 anos e 6 meses de idade e 35 anos de contribuição. Na regra de pontos – que soma idade e tempo de contribuição – também há aperto: serão necessários 93 pontos para mulheres e 103 para homens. Ou seja, a cada ano que passa, o trabalhador precisa estar um pouco mais velho para alcançar a pontuação exigida, mesmo que já tenha longos anos de contribuição.
Professores sentem o impacto, mesmo com regra especial
Professores da educação básica seguem tendo tratamento diferenciado, mas não escapam das mudanças. Em 2026, as professoras precisarão ter 54 anos e 6 meses e 25 anos de tempo de serviço; já os professores, 59 anos e 6 meses, com 30 anos de contribuição.
Essas idades também sobem de forma gradual até 2031. Na prática, quem está em sala de aula precisa olhar com cuidado a própria ficha de contribuições e não contar apenas com a “sensação” de que já trabalhou o suficiente.
Planejar agora para não ser surpreendido depois
Com a idade mínima subindo e a regra de pontos ficando mais rígida, o trabalhador que insiste em “depois eu vejo isso” arrisca ser pego de surpresa na reta final da carreira. Dois cuidados são essenciais:
Conferir o CNIS e checar se todos os vínculos e salários estão registrados corretamente, evitando atraso e cortes no valor do benefício.

Simular cenários considerando as regras de hoje e as de 2026, para saber se vale a pena antecipar o pedido de aposentadoria ou esperar um pouco mais em busca de um benefício melhor.

A aposentadoria deixou de ser um marco automático, ligado apenas à idade. Ela passou a ser o resultado direto de organização, informação e estratégia ao longo da vida contributiva.
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