Arte Coluna Padre Omar 16 Agosto 2025Arte Paulo Márcio

O Cristo Redentor nasceu da fé e da generosidade do povo brasileiro. Projetado pelo engenheiro Heitor da Silva Costa e inaugurado em 1931, o monumento de 30 metros de altura domina o Corcovado e simboliza acolhimento, paz e esperança. Ao contrário do que muitos pensam, ele não foi presente da França: as doações vieram dos fiéis católicos, e a mão de obra foi brasileira.
Ao longo de quase um século, o Cristo se tornou um ícone mundial e Patrimônio da Humanidade reconhecido pela UNESCO. Mais do que um cartão-postal, é oficialmente o Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor, o primeiro santuário a céu aberto do mundo. Isso significa que o topo do Morro do Corcovado não é apenas um mirante turístico, mas um lugar de culto vivo, com celebrações diárias, administração eclesiástica própria e serviços pastorais oferecidos a fiéis e visitantes.
O Cristo Redentor é um espaço onde fé, cultura e serviço se entrelaçam. Preserva-se a sacralidade e a devoção dos fiéis, enquanto se acolhe a riqueza cultural e o fluxo de visitantes que ali chegam, transformando-o num ponto de encontro e acolhimento para todos.
E o Cristo também “desce a montanha” todos os dias. Por meio do Consórcio Cristo Sustentável, diversas ações sociais chegam a quem mais precisa: a Ação de Amor do Cristo Redentor promove mutirões de saúde e cidadania; a Campanha do Agasalho arrecadou 15 toneladas de agasalhos no inverno; e as projeções solidárias iluminam o monumento com mensagens de saúde e direitos humanos. Essas iniciativas beneficiam desde mulheres em situação de vulnerabilidade até pessoas em situação de rua.
A presença do Cristo Redentor também se reflete na economia. Um estudo da Fundação Getulio Vargas, encomendado pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, revelou que 1,9 milhão de turistas geram R$ 1,46 bilhão por ano, sustentando cerca de 21 mil empregos e impulsionando o turismo.
A história do Cristo Redentor evidencia sua singularidade: nascido da fé do povo brasileiro, transcende a dimensão religiosa e se firma como símbolo cultural e turístico, reverenciado no mundo inteiro.
O futuro do Cristo Redentor deve ser construído com cooperação, respeito à liberdade religiosa e reconhecimento de sua importância simbólica, espiritual e histórica — honrando, sempre, aqueles que estiveram presentes desde a primeira pedra sabão.