Padre3janARTE KIKO
O início de um novo ano não é apenas uma mudança no calendário, mas um convite à renovação do tempo e do coração. Ao abrirmos este novo ciclo, Deus nos convida a inaugurar uma era marcada pela paz, pela amizade social e pelo desejo sincero do bem comum. Sem esse horizonte de sentido, folhear as páginas do calendário ou preencher agendas perderia significado.
O Jubileu proclamado pelo Papa Francisco — recentemente concluído em nossa Arquidiocese do Rio de Janeiro — foi uma escola de esperança. Esse tempo nos ensinou que a construção de um mundo novo começa pela conversão do coração: quando os erros se transformam em perdão, a dor em consolação e os propósitos de virtude em obras concretas de amor e justiça.
Desde sempre, Deus, Criador bondoso, conhece o coração humano. Ao fazer-se homem, revela-nos o seu próprio coração. O Coração de Jesus bate por cada um de nós: por aqueles que o acolhem com simplicidade, também por aqueles que o rejeitam. Não é um coração indiferente. Ele pulsa pelos justos, para que perseverem no bem, e pelos injustos, para que se convertam, mudem de vida e encontrem a verdadeira paz.
Com a graça de Cristo, somos chamados a iniciar este novo ano como artesãos da paz, desarmando os nossos corações e renunciando a toda forma de violência, seja ela explícita ou silenciosa, pessoal ou estrutural.
Ao nos colocarmos a caminho dos dias novos e irrepetíveis que nos esperam, elevamos nossa súplica ao Senhor: que em cada momento possamos sentir, ao nosso redor, o calor do seu abraço paterno e a luz do seu olhar misericordioso. Assim, compreenderemos cada vez mais quem somos, de onde viemos e para qual horizonte de esperança e plenitude somos conduzidos.

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