Arte coluna Padre Omar 11 abril 2026Arte Paulo Márcio
Celebrado logo após a Páscoa, o Domingo da Divina Misericórdia nos recorda uma verdade essencial da fé cristã: Deus nunca se cansa de nos amar e de nos oferecer recomeços.
O Evangelho desse dia nos apresenta duas aparições de Jesus Ressuscitado aos discípulos, com destaque para Tomé, muitas vezes chamado de “o apóstolo incrédulo”.
Mas, olhando bem, Tomé não está sozinho. Ele representa um pouco cada um de nós. Afinal, acreditar nem sempre é fácil, especialmente quando passamos por decepções. Tomé havia seguido Jesus, arriscado a própria vida, enfrentado dificuldades… e, no fim, viu tudo terminar na cruz. O Mestre morreu e, com Ele, pareciam morrer também as esperanças. Como acreditar de novo? Como confiar que Ele estava vivo?
Diante dessa dúvida, Tomé quer um sinal concreto: ver, tocar, ter certeza. E Jesus não o rejeita por isso. Pelo contrário, oito dias depois, aparece novamente no meio dos discípulos e lhe mostra as mãos e as feridas. As chagas de Cristo não são sinais de derrota, mas provas de amor, marcas de um Deus que não desiste de nós.
Diante dessa dúvida, Tomé quer um sinal concreto: ver, tocar, ter certeza. E Jesus não o rejeita por isso. Pelo contrário, oito dias depois, aparece novamente no meio dos discípulos e lhe mostra as mãos e as feridas. As chagas de Cristo não são sinais de derrota, mas provas de amor, marcas de um Deus que não desiste de nós.
Há, porém, um detalhe essencial nesse encontro: Jesus não aparece a Tomé isoladamente, mas quando todos estão reunidos. É na comunidade que Ele se faz presente. E isso vale também para nós. Muitas vezes procuramos Deus apenas em momentos especiais, em emoções fortes ou experiências extraordinárias. Mas é no seio da comunidade que o Ressuscitado se deixa encontrar.
É na Igreja, no convívio com os outros, que partilhamos nossas dúvidas, medos e também nossa fé. É ali que, pouco a pouco, vamos reconhecendo a presença do Ressuscitado.
Com Tomé, somos convidados a confiar. Não porque temos todas as respostas, mas porque sabemos que a misericórdia de Deus é sempre maior do que qualquer dúvida.

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