A regeneração feita pela própria naturezadivulgação Firjan - Imagem ilustrativa

A indústria desembarcou em peso na COP30 no engajado papel de defensora ambiental, embora seu passado a condene e atualmente ainda repita alguns vícios. Ambientalistas mais radicais torcem o nariz para a sua forte presença nos eventos e espaços públicos aqui em Belém.
O cenário ainda é de desconfiança por parte de militantes ambientais que veem qualquer ação contribuitiva vinda do setor como de Greenwashing, espécie de propaganda enganosa de produtos vendidos como responsáveis sem serem, de Fake News sobre adequações sustentáveis ou ainda de anúncio de medidas positivas com a intenção de encobrir algo negativo.
Contribuições da Firjan
Visões do passado ou casos isolados não podem vedar os olhos do esforço desse segmento não só em ações reativas como proativas. Nesse caminho não há como não reconhecer o trabalho feito no Rio de Janeiro pela Federação das Indústrias do Estado.
Apesar de não estar fisicamente em Belém, a entidade representativa fluminense disponibilizou no período Pré-COP seu segundo estudo que pode ajudar muito aos que trabalham no segmento. 
Além dos conceitos, o documento ofertado pela Firjan "Natureza, Clima e Negócios" traz cases de sucesso que merecem, inclusive, serem mostrados em detalhes. As propostas utilizam a metodologia denominada Soluções baseadas na Natureza com a silgla SbN.
Esse caminho alternativo está sendo apontado como mais eficaz e vem galgando protagonismo mundial. Seus defensores afirmam que pode proporcionar resultados simultâneos nas três esferas: ambiental, social e econômica. E ainda apontado como o que oferece resultados mais rápidos. Só isso, já é um forte argumento no mundo em plena ebulição diante da emergência climática. 
"É preciso transformar e adaptar as formas de atuação das empresas frente aos novos desafios impostos pelas mudanças climáticas, para garantir competitividade e relevância. As soluções baseadas na natureza mostram um caminho que promove resiliência, regeneração ambiental e benefícios sociais integrados a estratégia empresarial”, enfatiza Jorge Peron Mendes, gerente de Sustentabilidade.
O conceito central dessa metodologia é usar os recursos da própria natureza como remédio para cura dos males que os homens causaram a ela. Une práticas como conservação, desenvolvimento e inovação para conter os riscos climático, da escassez de água, enchentes, deslizamentos e insegurança alimentar.
“O valor e a importância da natureza precisam ser incluídos nas tomadas de decisão econômicas e políticas e numa integração mais forte entre as agendas da biodiversidade, das mudanças climáticas e do desenvolvimento. Essa integração é considerada estratégica para garantir que ações ambientais estejam alinhadas com metas de crescimento econômico e inclusão social, promovendo um modelo de desenvolvimento mais resiliente e sustentável”, afirma Claudia Guimarães, vice-presidente do Conselho Empresarial ESG.
Analisando mais profundamente seus conceitos encontramos uma vocação direta com ações mitigadoras, que são aquelas que buscam reduzir os impactos causados. Ou seja, um bom exemplo para o próprio setor industrial. São apontados cases de sucesso nos segmentos: redução das emissões de gases do efeito estufa, captura e armazenando dióxido de carbono da atmosfera, diminuição do desmatamento, uso mais racional do solo, além do  aumento da resiliência dos ecossistemas. 
Outro ponto positivo ressaltado por seus defensores: pode ser aplicado tanto em ambientes naturais como urbanos, inclusive num dos problemas mais críticos da atualidade que é o abastecimento, especialmente em regiões vulneráveis. Pela cartilha da SbN , esse problema pode ser sanado através da recuperação florestal no entorno de nascentes de forma a restabelecer ou preservar a perenidade dos recursos hídricos que abastecem centros urbanos e industriais.
Contatos do Colunista Luiz André Ferreira