Carioca, Cia. de Teatro Contemporâneo vai ao Festival de Curitiba

Grupo faz mostra de cenas improvisadas

Por daniela.lima

Rio - Funciona como um jogo: grupos de três a quatro atores criam cenas no palco a partir de temas sugeridos pela plateia. Quem constrói a melhor história vence. Nessa modalidade de encenação, a Cia. de Teatro Contemporâneo é craque. Há dez anos desenvolvendo oficinas e promovendo o Campeonato de Improvisação, a trupe carioca vai participar do Festival de Teatro de Curitiba, de amanhã até segunda-feira, com uma mostra dos melhores momentos da competição de improviso no Teatro Eva Hertz e no Teatro Universitário de Curitiba (TUC) . 

Cia. de Teatro Contemporâneo%3A os atores improvisam em cenaDivulgação


“É um exercício incrível para o ator inventar toda uma dramatização com frases da plateia. Temos atores maravilhosos, que dariam um show em muitos que estão por aí. No Festival de Curitiba, vamos levar 12 atores para o palco. Queremos mostrar o trabalho que desenvolvemos. É um projeto de formação, de talento que pode ser lapidado, exercita e desenvolve o raciocínio rápido”, conta Dinho Valladares, coordenador-geral da Cia. de Teatro Contemporâneo.

A ideia do Campeonato de Improvisação é promover um intercâmbio entre grupos e linguagens de teatro de improviso, fomentando seu desenvolvimento pelo país e até no exterior. Recentemente, Dinho Valladares e sua trupe fizeram turnê pela Argentina, onde se apresentaram em Buenos Aires, Córdoba e Mendoza, e participaram de um festival em Chicago, nos Estados Unidos.

“O teatro de improviso subverte toda a estrutura convencional de uma peça. Quem começa a criar a história é o ator, e não o autor”, diz Valladares, que também escreve, dirige e atua. “No último campeonato, lotamos nosso teatro em Botafogo. As pessoas morrem de rir.”

O 11º Campeonato Carioca de Improvisação está marcado para agosto. Para o evento, Dinho espera receber grupos argentinos, peruanos e paraguaios, além da profissional Amy Roeder, coordenadora do Chicago Improv Festival, para uma oficina na sede da companhia. “Não temos patrocínio. A gente trabalha com muita dificuldade. Tudo é feito com recursos próprios”, diz o coordenador.

Além do teatro de improviso, Dinho destaca que a companhia já montou este ano as peças ‘Ricardo III’ e ‘O Despertar da Primavera’. Este mês, entrou em cartaz ‘O Culpado’, de Regiana Antonini, no Teatro da Cia. de Teatro Contemporâneo (sáb, às 21h, e dom, às 20h. R$ 40).

“Vamos lançar ‘Sonata dos Espectros’, de Stringdberg, em maio, e ‘O Rinoceronte’, de Ionesco, em junho. Já estamos ensaiando e fazendo os figurinos”, revela. Em abril, estreiam duas peças infantis, ‘Os Piratinhas’ e a ‘Princesa do Caribe’, com textos de Dinho Valladares.

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