Ex-tecladista do Tipo Uísque faz MPB em trabalho solo

Aline Lessa lança primeiro disco amanhã em formato digital

Por roberta.campos

Rio - O currículo da ex-banda de Aline Lessa, Tipo Uísque, inclui shows em festivais como Lollapalooza e SWU, trilha da ‘Malhação’, dois álbuns pela Som Livre e uma aparição no ‘SuperStar’, reality show de bandas da Rede Globo. A vivência no grupo e as limitações do rock deixaram descontentamentos em Aline, que lança amanhã em seu site (www.alinelessa.com.br) o primeiro disco solo, que surpreende com uma MPB inspirada diretamente em Gal Costa e Marisa Monte.

Aline Lessa%3A opção pela MPB no disco veio após conflito entre o som a artista fazia e o que queria fazerDivulgação/PH Rocha

“Eu escrevia letras em inglês pro Tipo Uísque porque a vocalista preferia cantar em inglês. E eu já queria cantar em português”, conta. “Preferi mudar de estilo porque gosto de poucas bandas de rock que cantam em português, talvez só os Mutantes. Escutei muita coisa de MPB por causa dos meus pais, e tenho pouca influência de rock brasileiro.”

O repertório do disco (produzido por ela e Elisio Freitas) começou a ser feito quando Aline ainda estava no grupo. “Na época, percebi que tinha um conflito entre o som que eu fazia e o que queria fazer”, recorda. “Juntei uma série de influências que não conseguia colocar na banda. Tinha três músicas prontas e fui compondo o resto do repertório.”

Canções do disco, como ‘Acontece’, ‘Antes Só’, ‘Para Luciana’ e ‘Meu Bem’, passaram por um verdadeiro rodízio de músicos, além dos vocais, teclados e violões de Aline. “Fomos chamando as pessoas conforme achamos que combinavam com o som. No disco tem três bateristas, por exemplo. Mas boa parte do material foi gravada por mim e pelo Elisio mesmo”, lembra.

O Tipo Uísque passou por debandadas de integrantes, mas continua na ativa. Com o disco lançado, Aline se planeja para começar a apresentá-lo no palco. E talvez lançar o trabalho em formato físico. “Devo fazer poucas cópias. Não dá mais para mandar prensar mil CDs e ficar aquele encalhe”, acredita. “Produzimos as músicas sem pensar no formato banda, e ainda tem muita coisa eletrônica. Daí, quando formos fazer ao vivo, não vamos imitar o disco. Vamos fazer diferente.”

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