'Encontro roqueiro' acontece na Barra neste sábado

Almir, ex-vocalista dos Fevers, canta no Américas Music Hall, casa noturna de Miguel Plopschi, ex-saxofonista do grupo

Por RICARDO SCHOTT

Miguel Plopschi (E) e Almir, ex-Fevers, no Américas Music Hall: som para o público com mais de 40 anos
Miguel Plopschi (E) e Almir, ex-Fevers, no Américas Music Hall: som para o público com mais de 40 anos -

Rio - O reencontro só não vai ser mais intenso porque, dessa vez, os dois amigos vão estar separados por um balcão imaginário o ex-fevers Miguel Plopschi, de um lado, como dono do Américas Music Hall, e Almir, ex-vocalista da veterana banda carioca, no palco da casa. Neste sábado, Almir passa por lá para recordar hits da banda e também de sua carreira solo, estabelecida após deixar os Fevers nos anos 1980. A amizade e a admiração mútua com o ex-colega continuaram a existir com o tempo.

"Vai ser um grande reencontro, e um encontro com o público da casa do Miguel. Esse público não tinha nada parecido no Rio para frequentar", conta Almir, de 73 anos, no meio de uma turnê pelo Brasil, que veio parar no Rio. O repertório vai desde 'Vem Me Ajudar', dos Fevers, a 'Ainda Existe Amor', de seu repertório solo.

A casa de Plopschi contempla o público com mais de 40 anos que é chegado ao pop, ao rock e ao soul. Aos fins de semana, além de shows de artistas famosos, há a banda residente, Sincron montada por Plopschi nos mesmos moldes dos Fevers, de tocar hits para divertir o público. "É um mergulho na história da música nos últimos 40 e 50 anos", relata Plopschi, 75.

FENDERS E FEVERS

Almir e Miguel estavam lá desde o comecinho dos Fevers, banda formada no início da febre de música jovem, em 1965. O primeiro, que era vocalista e guitarrista, ainda pegou a pré-história da banda, quando se chamavam The Fenders. Plopschi, então recém-chegado de Bucareste, capital da Romênia, entrou logo que a banda fez a passagem para The Fevers, como saxofonista.

"No começo, o Almir não cantava. Em 1967, vi que ele tinha uma voz extraordinária. Aí é que a banda estourou. A cada disco, a banda vendia 400, 500 mil cópias. Foi assim até 1982, quando a Blitz ultrapassou os Fevers em vendagens", conta o músico, que ainda viu o grupo ter outros hits após os anos 1980, como 'Guerra dos Sexos', tema de abertura da novela homônima. Nessa época, Almir não estava mais na banda o vocalista era Michael Sullivan.

Plopschi sairia logo em seguida para virar diretor artístico da RCA (hoje Sony), onde contratou artistas como Roupa Nova e Só Pra Contrariar. O primeiro gravou o hit 'Whisky A Go-Go' (por acaso de Sullivan e Paulo Massadas), sob seus cuidados. "Acredita que eles não queriam gravar? Sugeri que a gente gravasse e que se não ficasse boa, deixassem para lá. Eles gravaram, mas trocaram de instrumentos. Depois é que eles se deram conta do quanto a música era boa", recorda.

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