Masterchef - Divulgação/Band
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Por *BARBARA SARYNE

São Paulo - A terceira temporada do 'Masterchef Profissionais' começa hoje, às 22h30. Aos que pensam que já viram de tudo no reality, o júri avisa que sempre dá para impressionar. Desta vez, por exemplo, o programa começará com 26 participantes. Logo na estreia, porém, cada um precisará lutar para continuar no jogo, pois apenas 14 passarão no primeiro embate e vestirão a dólmã. O nível de dificuldade, de acordo com a direção, ainda aumentará quando os cozinheiros profissionais descobrirem que serão separados por habilidades.

"Os participantes entram na cozinha sem saber de nada e dão de cara com mais 13 pessoas. Os caras já pisam no 'Masterchef' sentindo a pressão", afirma Henrique Fogaça, que acredita estar diante dos competidores mais fortes de todas as edições do reality. Segundo ele, isso também ficará claro para o público quando as provas forem exibidas.

Nesta edição, os cozinheiros não ficarão apenas no estúdio. Em uma das disputas, por exemplo, receberão a missão de cozinhar no meio da natureza, produzindo o próprio fogo, sem a ajuda de equipamentos. Como se o sufoco não fosse o suficiente, o elenco também vai encarar a maior prova da história do programa. Divididos em dois grupos, os participantes terão de cozinhar para 350 pessoas durante jogo da Liga Nacional de Basquete.

"Eles precisam ter o emocional muito equilibrado para dar conta de tudo", diz Fogaça. Paola Carosella também acredita que esse é o segredo, mas reconhece não ser fácil controlar as emoções. Para ela, mesmo com toda a experiência, o sofrimento seria inevitável em algumas etapas do jogo, caso fosse participante. "Eu ainda quero ficar do outro lado da cozinha para ver como eu me sairia", completa Erick Jacquin, que costuma chamar o 'Masterchef' de "caixinha de mistérios".

VIDA LONGA

À frente do formato, Ana Paula Padrão fica orgulhosa ao falar sobre o investimento da Band no programa. Segundo ela, o 'Masterchef' entrou para a história e está deixando um legado, uma influência positiva para a cena gastronômica. "Hoje, você enxerga a carreira de um chef de cozinha como uma carreira bonita, que muitas pessoas querem seguir. Mas esse não era o cenário da área no Brasil há uns dez ou até mesmo cinco", defende ela.

Rentável, o produto fecha contrato com novos anunciantes a cada temporada. Tudo indica, inclusive, que terá vida longa na emissora. Embora muitos acreditem que o reality esteja desgastado, a direção da casa o defende com unhas e dentes. Em conversa com O DIA, Paola também sai em defesa da Band, que mal espera uma edição acabar para estrear outra.

"Imagino que, como qualquer outra coisa, isso seja absolutamente normal acontecer. Um restaurante é novidade quando abre. Depois do primeiro ano estabiliza e fica no ritmo que vai ser verdadeiramente. Não manjo de TV, mas sei que os comentários nas redes sociais são sempre bombásticos e tudo o que acontece aparece nos jornais. Então, não sei se as pessoas cansaram tanto assim", afirma.

POLÊMICAS

A última edição do programa com amadores realmente movimentou a redes sociais. Paola Carosella até precisou usar o seu Twitter para responder alguns ataques. Na época, os internautas diziam que a jurada estava privilegiando o participante Hugo, que foi o primeiro a se classificar para a final, por interesses pessoais.

"Três homens e eu escolhemos um participante homem como ganhador da prova. Mas quem de fato o levou para o mezanino, exercendo favoritismo e falta de seriedade, fui eu (mulher) porque estou com vontades de dar para ele", ironizou a cozinheira. Agora, com sangue frio, ela conta que não se calou diante das mensagens negativas porque não aceita injustiça e confessa ter achado graça ao ver essas mesmas pessoas irritadas, no dia da final, quando o rapaz perdeu para Maria Antônia.

"Aí fui atacada de novo, só que dessa vez por ter privilegiado a Antônia, o que não dá para entender. Eu acho, de verdade, que tem várias coisas por trás disso. Eu estou no meio dos outros dois jurados, sou mulher e argentina. Existem muitas desculpas para atacar a Paola", diz ela, que não se deixa abater. "Os posts divertidíssimos, sinto-me privilegiada", minimiza.

Para a jurada, é possível atuar na função e torcer por um participante ao mesmo tempo, sem deixar que a afinidade atrapalhe o andamento da competição. Na hora de provar um prato, por exemplo, ela diz que não tem como disfarçar caso o gosto esteja ruim. Uma das coisas que mais irrita a chef, inclusive, é ouvir que o 'Masterchef' é manipulado.

"Eu tenho ética, e o meu valor é o mais importante. Quando alguém acusa o programa de marmelada, eu fico muito brava porque, se fosse uma marmelada mesmo, teríamos escolhido o Hugo como vencedor. A performance dele foi melhor durante todo o programa, mas a regra é clara: jurados julgam pratos. E, naquele dia, a Antônia cozinhou melhor", explica.

Jacquin, assim como Paola, acrescenta que o reality é difícil porque o vencedor nunca é o melhor cozinheiro da disputa. Para ele, a verdadeira estratégia para levar o programa é viver uma etapa de cada vez, como se estivesse passando de fases em uma Copa do Mundo.

"É um jogo, e o participante tem que saber jogar. Para ganhar, ele precisa conquistar os jurados, respeitar os outros, ter criatividade e ousadia. Eu gosto de pessoas que têm personalidade forte e consigo perceber isso dentro dos pratos", diz ele, que estará em casa nesta edição.

Segundo o diretor, todos os selecionados para a nova edição têm o gênio e histórias fortes. Pela primeira vez, o elenco contará com autodidatas, profissionais que cozinharam em outros países e jovens donos de restaurantes. "Teremos desde uma senhora que prepara um peixe delicioso no interior do Nordeste ao cara que já trabalhou com chefs famosos", garante Patrício Diaz. 

*Correspondente em São Paulo

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