Rodrigo Suricato Divulgação

Rio - Vocalista do Barão Vermelho há sete anos, Rodrigo Suricato comenta o novo momento da carreira após anunciar em abril deste ano sua saída do Suricato, grupo formado em 2009 e que ganhou notoriedade ao chegar na final do reality musical "SuperStar", da TV Globo. Em entrevista exclusiva ao DIA, o cantor celebra a oportunidade de se dedicar a uma banda que atua há quatro décadas e teve Cazuza e Frejat como cantores. 
"É um momento muito novo na minha carreira, de me dedicar francamente a um projeto apenas, como o Barão Vermelho. Eu sempre conciliei o Barão Vermelho, dentro do possível com o meu projeto paralelo desde 2017, o que não é uma tarefa fácil, mas foi muito importante para eu entrar num projeto tão bem-sucedido com a minha própria identidade artística. A gente fala de uma banda que teve o Cazuza e o Frejat. Então, não sou um mero cantor, já cheguei como um artista com alguma bagagem. Isso foi muito importante pra mim, pra que eu não pirasse e continuasse afim do Barão Vermelho", comenta o cantor.
O músico comenta que sua relação com os demais integrantes da banda é de amizade e diz que desde o início foi bem acolhido. "Gosto muito de estar com eles e está sendo um privilégio poder depositar ainda mais todas as minhas energias artísticas e criativas dentro desse projeto. Acho também que foi uma prova de amor muito grande, dos meus amigos depositarem em mim essa função de manter esse legado vivo, que eu aceito com tanta gratidão e com muita seriedade naquilo. Então, realmente, sempre fui Barão Vermelho desde criancinha e agora mais do que nunca", completa. 
Para quem curte o Barão Vermelho, o grupo sobe ao palco do Qualistage, na Zona Oeste do Rio, neste sábado. "As pessoas podem esperar uma surra de hits. Poucas bandas conseguem sustentar mais de uma hora de show, com um repertório composto ao longo da sua trajetória e outras regravações também muito bem-sucedidas, que o Barão Vermelho tem dentro da sua carreira", opina.
"Vale ressaltar também o quanto a banda tá azeitada, a gente tá em estrada direto, a banda tá unida, se dando muito bem, então isso fica muito nítido pro público que tá conferindo esses últimos shows da turnê Barão 40. É muito bonito de constatar o quanto o Barão Vermelho representa não só o seu repertório, mas representa toda aquela geração de ouro, dos anos 80, e poder ver uma banda em plena atividade 40 anos depois, acho que é um privilégio para muita gente. Pra mim, que estou dentro do grupo há 7 anos, é uma honra imensa", finaliza.