Carlos Vereza e Hana Kolodny estrelam peça no Rio sobre mortes de escritor austríaco e sua mulherReprodução / Instagram
Inicialmente, as investigações apontaram que a causa das mortes, ocorridas em 1942, seria um suicídio duplo. No entanto, oitenta anos depois, novos indícios geraram dúvidas sobre o desfecho do caso. Uma carta de despedida encontrada no local referindo-se somente à Stefan e não à Lotte reforçou a possibilidade de envolvimento do regime nazista, com a cumplicidade da ditadura do Estado Novo.
Vereza, que também escreve e dirige a obra, falou sobre o caso ao fim de uma apresentação, reforçando a teoria do assassinato. "Os rabinos queriam enterrá-los em campo santo, pois sabiam que não era suicídio duplo", contou o ator, que fez críticas ao que está acontecendo em Israel. "Um assassinato duplo como, aliás, está acontecendo em Israel, onde o Hamas coloca civis para serem assassinados embaixo do hospital, em vias públicas", disse.
"Lotte Zweig - A Mulher Silenciada" fica em cartaz até o dia 28 de abril, com três apresentações por semana: sextas e domingos às 20h e sábados às 17h.

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