Bloco Cordão do Bola Preta, no sábado de carnaval (1)Renan Areias/Agência O Dia

Rio - O tradicional bloco Cordão da Bola Preta foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Rio. A Lei 10.902/2025 foi sancionada pelo governador Cláudio Castro e publicada na edição desta quinta-feira (24) no Diário Oficial.

Fundado em 31 de dezembro de 1918, o Bola Preta arrasta multidões no Centro do Rio há mais de cem anos. Com sua tradicional marchinha-tema “Quem não chora, não mama” e o estandarte preto e branco estampado com uma bolinha, ele tornou-se um verdadeiro ícone da folia carioca.

“Não há como falar de Carnaval, no Rio ou no Brasil, sem lembrar do Cordão da Bola Preta. É um bloco centenário, referência de alegria e de cultura para o povo fluminense e todos os foliões que vêm ao Rio aproveitar a festa. Essa é uma homenagem mais do que merecida à agremiação, aos seus fundadores e integrantes e, claro, ao Carnaval do Rio”, declarou Cláudio Castro.

Seu desfile principal acontece tradicionalmente aos sábados de Carnaval. Ao longo dos anos, o bloco teve como musas e rainhas grandes nomes da música e da televisão brasileira. Artistas como Paolla Oliveira, Leandra Leal e Maria Rita já brilharam à frente do desfile e Neguinho da Beija-Flor é padrinho.

Em 1º de março deste ano, sábado de Carnaval, o Boia Preta celebrou o 106º desfile da agremiação, com o tema “Rio, eu te amo”, homenageando os 460 anos da cidade do Rio de Janeiro.

Com a sanção da nova lei, o Estado do Rio reforça o reconhecimento da importância histórica e cultural do Cordão da Bola Preta.
Nas redes sociais, o perfil oficial do bloco comemorou a novidade: "Há mais de um século o Bola arrasta multidões com alegria, irreverência e resistência nas ruas do Rio. Agora, com esse reconhecimento, reforçamos ainda mais nosso compromisso com a preservação da cultura popular e da memória do nosso povo", diz um trecho do texto.
Alguns foliões celebraram na rede social em comentários. "O maior bloco do mundo sendo reconhecido." "O maioral dos maiorais", celebraram