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'Por um grande amor, eu esperaria o tempo que fosse preciso', diz Val Perré

Ator é romântico como seu personagem em ‘Além do Tempo’

Por karilayn.areias

Val Perré%2C praticante do candomblé%2C acha que a reencarnação é possívelDivulgação

Rio - Val Perré não vai precisar reencarnar para evoluir no que diz respeito aos assuntos do coração. Pelo menos na ficção. O ator, de 46 anos, começou o ano fazendo o mulherengo Cristóvão, de ‘Babilônia’ — participação especial no primeiro capítulo como o amante de Beatriz (Gloria Pires) — e se despede de 2015 na pele do romântico Raul, de ‘Além do Tempo’. “O Raul e a Gema (Louise Cardoso) vão viver o que há de mais puro em matéria de amor. A relação deles tem carinho, romantismo, amizade e parceria. Seria bom se todo mundo encontrasse um amor como esse”, diz.

Namorando a estilista Rosana D’Arc, Val já tem um amor para chamar de seu e, assim como o seu personagem na novela das 18h, não dispensa uma dose de romantismo. “Eu mando flores, levo para jantar, gosto de fazer surpresas. Toda mulher merece ser bem tratada”, frisa.

A sintonia entre Raul e seu intérprete ultrapassa o romantismo. Não por acaso, Val se juntou ao público que não via a hora de Gema se separar do marido, o machista Queiroz (Zécarlos Machado), para ficar com o fotógrafo da trama de Elizabeth Jhin. “O machismo é algo inaceitável. A Gema era constantemente humilhada e nenhum ser humano merece passar por isso. Evidente que não dá para generalizar, mas ainda existe muito homem machista por aí”, comenta.

Outro tema abordado em ‘Além do Tempo’ através do Raul, o racismo ainda se mantém presente no Brasil. “No passado, o negro se sentia culpado por namorar uma branca. Felizmente, isso mudou. Hoje, temos suporte jurídico para combater o preconceito e é isso que a gente tem que fazer. Mas ainda convivemos com uma minoria que insulta atrizes pela internet. Essas pessoas não representam a nossa sociedade, mas elas existem e precisam evoluir”, diz.

Falando nisso, Val, que é praticante do candomblé, não descarta a possibilidade de que haja mais de uma passagem por aqui. “Embora o candomblé tenha outra forma de lidar com a morte, o que o espiritismo prega me chega como algo coerente. Quem nunca teve a sensação de que já esteve num lugar que na verdade nunca foi? Não sei se existe exatamente uma reencarnação, mas acredito que essa é uma possibilidade”, analisa.

E será que um amor pode ultrapassar séculos, como o de Raul e Gema em ‘Além do Tempo’? “No plano prático, racional, a gente tende a achar que é impossível passar pela experiência de ter um amor de outras vidas. Mas o amor, sem dúvida alguma, vai além do tempo. Eu assisto à novela como telespectador e acho crível a história que está sendo contada, além de ser linda”, observa.

Com Louise Cardoso, a Gema, na primeira fase: amor de outras vidasDivulgação

A beleza da relação está inclusive na paciência que Raul tem para esperar até que Gema se sinta pronta para se entregar por completo a esse amor. “Como a Gema acabou de sair de um casamento longo, ela precisa de um tempo para estar inteira com o Raul. E o bacana é que o meu personagem tem sabedoria para esperar por ela. Por um grande amor, eu também esperaria o tempo que fosse preciso. Vale a pena, né?” 

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