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“Foi como se eu tivesse feito um upgrade: saí da arquitetura física e fui para a digital, porque os princípios de arquitetura e blockchain são os mesmos. Quando se constrói uma blockchain, usam-se os fundamentos da arquitetura: organização de espaços e criação de novas soluções”, explica o novo diretor Comercial, que atua em soluções tecnológicas no mercado de criptoativos, Rafael Serradura, de 40 anos.
Com mais de 47 prêmios nacionais e internacionais em arquitetura, realização de projetos em cinco países, Serradura se especializou em light design, realizando projetos com arquitetos de renome global, como Ruy Ohtake e Arthur Casas. Além disso, foi responsável pela iluminação do apartamento de famosos, como a apresentadora Sabrina Sato, e do Complexo Intensidade Cacau Show, a pedido do presidente da empresa, Alê Costa.
Formado em 2007 em Arquitetura e Urbanismo, Serradura decidiu passar por um processo de transição de carreira pouco convencional em 2019, depois de conhecer mais a fundo a tecnologia blockchain. A mudança foi decidida após voltar de uma série de palestras que concedeu sobre arquitetura no México. De lá para cá, fez uma imersão no tema, com vários cursos, tendo como destaque um do Massachusetts Institute of Technology (MIT), uma das principais escolas de tecnologia do planeta, e da PUC-Rio.
Para Serradura, há relação evidente entre blockchain e arquitetura que tornou esse processo de mudança mais simples. “É curioso que as pessoas me perguntam: ‘Há quantos anos você está na matéria? Dez? Quinze?’ Eu fiz uma imersão profunda de 2019 para cá. Quando vejo a arquitetura do blockchain a tokenização, para mim é igual”, explica.
Uma reconstrução aos 40 anos
Para Serradura, a transição foi algo natural, pois precisou se envolver em duas áreas nas quais gostaria de se especializar: finanças e tecnologia. “É um mercado ainda em desenvolvimento, com um universo amplo de possibilidades, pois a criptoeconomia permite fazer a segurança de uma transação digital”, diz.
Em relação à blockchain, não se trata apenas só de um livro contábil para emitir um token – ou uma criptomoeda. “É incorruptível, algo que eu busco como um pilar para todos os meus negócios, independentemente da área, seja Comunicação, Marketing ou Jurídica, pois dá solidez e sustentabilidade”, ressalta.
E, ao contrário do que muitos imaginam, o universo da tecnologia não limitou a inventividade que a arquitetura proporcionava em sua rotina. “Para trabalhar em criptoeconomia, é necessário ser uma pessoa muito exponencial em criatividade, que não se expressa só na arte, mas também na tecnologia. Eu sou muito criativo com a tecnologia, pois ela me impulsiona”, diz o novo diretor da Interag.
“Não deixei de criar com essa mudança. Pelo contrário, estou tendo mais liberdade, pois havia uma limitação até que ponto poderia ir com a Arquitetura, o que não existe agora”, diz. A blockchain abriu uma gama de possibilidades para sua atuação aos 40 anos: “Para muitos, a trajetória já acabou aos 40 anos. Eu discordo: é possível ser exponencial, desde que haja propósito”.
Mão na massa
Outro paralelo entre a carreira bem-sucedida na arquitetura e sua atuação em blockchain e criptoativos está no fato de colocar a mão na massa. Em 2002, enquanto estudava Arquitetura e Urbanismo na universidade, Serradura decidiu realizar um curso de Mestre de Obras no Senai.
Os motivos? “Quando fui fazer faculdade de Arquitetura, eu em questionava: como eu serei responsável se eu não entendo a obra? Por esse motivo, eu queria viver a realidade de uma obra. Eu vivi isso na prática até mesmo para conhecer os limites da Arquitetura. Isso fez eu ser muito exponencial na área, pois eu sabia executar”, lembra.
No mercado de criptoativos, a trajetória foi semelhante: era preciso conhecer as dores e as dificuldades antes de assumir o cargo de diretor na Interag. “Eu já era cliente. Eu vivi o produto. Eu sabia quais eram as limitações. Depois, fui ser franqueado. Ou seja, eu vivi na prática, o que dá sabedoria para fazer bons projetos e me tornar um profissional focado em estratégias de operação e inovação no mercado de criptoativos e blockchain”, analisa.
Sobre a InterAg
Estima-se que existam cerca de 3 milhões de brasileiros investindo em criptomoedas, conforme a Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto). Em um mercado recente e sujeito a mudanças, a InterAg (www.interag.com.br) surgiu e foi transformando o seu modelo de negócio.
Em 2017, saiu do papel como uma desenvolvedora de software de blockchain, logo depois passou a trabalhar diretamente com criptoativos e, mais recentemente, revolucionou o mercado com o primeiro modelo franchising brasileiro a propor um ecossistema com ferramentas para atuação empreendedora no mercado de criptoativos. É reconhecida pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) desde 2020.

No Grupo InterAg, que teve origem em Curitiba (PR) e hoje conta com unidades físicas em diversas cidades brasileiras, Serradura terá como foco a reestruturação do departamento comercial, com uma atenção especial ao trabalho da Rental Coins, empresa que é “carro-chefe” do grupo.

“Tenho essa grande oportunidade de poder trazer a exponencialidade de uma nova cultura que está sendo cultivada no Brasil. Estamos construindo uma nova história, bela e revolucionária, que em breve estará presente na rotina da grande maioria dos brasileiros”, completa o novo diretor da InterAg.
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