Rio - Preta Gil, de 50 anos, utilizou as redes sociais, nesta segunda-feira (28), para relembrar a apresentação com o pai, Gilberto Gil, de 82, durante a turnê "Tempo Rei", em São Paulo. A cantora, que segue em tratamento contra o câncer colorretal, destacou o significado e a importância da música "Drão", que é dedicada à sua mãe, Sandra Gadelha.
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"No palco, de mãos dadas com meu pai, cantando "Drão", foi impossível não me emocionar. "Drão" fala sobre o amor que permanece, mesmo depois das grandes transformações da vida. Sobre vínculos que o tempo não desfaz, só amadurece", iniciou Preta na legenda da publicação.
"Cantar essa música com você, pai, foi sentir na pele tudo o que vivemos: o amor, a música e a história que carregamos juntos. Um momento que vou guardar pra sempre comigo. Obrigada por me ensinar que o amor verdadeiro se reinventa, se fortalece e que a música é a nossa forma mais bonita de eternizar isso. Amo você, pai", finalizou. Através dos comentários do post, Gilberto Gil retribuiu a declaração. "Te amo", escreveu o artista.
Última internação
Preta foi transferida para no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no dia 7 de abril, em um avião particular, para seguir o tratamento oncológico. A cantora recebeu alta no dia 16.
Luta contra o câncer
Em janeiro de 2023, Preta foi diagnosticada com câncer no intestino, mas anunciou que estava em remissão no final daquele ano. No entanto, em agosto de 2024, exames de monitoramento revelaram o retorno da doença, com dois tumores nos linfonodos, um nódulo no ureter e metástase no peritônio.
"Em abril, parto para Nova York para fazer um tratamento novo lá, com medicamentos novos, que estão em fase final de estudo. Agora, tenho que tratar ainda da ferida operatória, fazer minha fisioterapia, me recondicionar, me fortalecer. Tem remédios do tratamento, de uma ordem geral".
Em março, Preta participou do "Domingão com Huck", da TV Globo, e voltou a falar sobre o tratamento em outro país. "Eu agora entro numa fase difícil, complicada, porque aqui no Brasil a gente já fez tudo o que podia. Então agora as minhas chances de cura estão fora do Brasil. É para lá que eu vou. Voltar pra cá curada e poder voltar a fazer o que eu amo, que é vir aqui cantar, que é vir aqui ser jurada, que é poder brincar com minha neta, com os meus sobrinhos, enfim, meu filho, ver meu filho, ver esse ser incrível que ele é. Tem muita coisa pra fazer aqui nessa vida, então eu me recuso a aceitar que se findou pra mim agora. Acho que ainda tenho aí uma caminhada".
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