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Rio - Juliette Freire compartilhou no programa "Saia Justa", como a terapia se tornou essencial em sua vida. A cantora e influenciadora mencionou o quanto o acompanhamento psicológico a ajudou a enfrentar desafios pessoais e profissionais.

Ela contou que iniciou o processo terapêutico em diferentes contextos. “Já fiz terapia em universidades, projetos sociais e instituições. Depois eu consegui uma terapeuta que me cobrava R$ 25. Natália, você mudou a minha vida. Parabéns!”, disse.

Durante a conversa, Juliette refletiu sobre a desigualdade no acesso à terapia no país. “A nossa população é carente de tantas coisas que a terapia acaba sendo o último, um luxo. É inacessível mesmo em termos financeiros, mas é que eles precisam lidar com tantas outras questões mais urgentes, que isso acaba ficando em segundo plano e as pessoas só procuram quando não tem, quando está insuportável e olhe lá”, afirmou.

A importância das redes de apoio

A ex-BBB também destacou que o cuidado emocional pode acontecer de diferentes formas. “A terapia não é só feita por um especialista. Os nossos ancestrais já se tratavam na coletividade. É uma conversa com um amigo, é com a família, é uma rede de apoio. Então nem sempre a gente tem o poder financeiro para ter acesso a uma terapia. Eu passei por isso. Eu só procurei terapia depois dos 19 anos, quando tive um trauma muito grande e vi que não aguentava sozinha.”

Juliette relembrou as dificuldades do início de sua jornada. “Eu fui em universidades que ofereciam esse serviço, eu dei meu jeito. Mas antes disso eu passava horas e horas na fila do SUS para uma consulta, por exemplo, de um genicologista preventivo. Mas eu nunca me preocupava com a saúde mental até precisar disso, de uma forma de sobrevivência mesmo”, concluiu.