Felca participa do 'Conversa com Bial', da TV GloboReprodução / Instagram
Felca diz que denúncia contra exploração infantil foi inspirada na infância dele: 'Fiz pela criança que fui'
Youtuber participou do 'Conversa com Bial' e revelou qual caso o impactou mais
Rio - Convidado do "Conversa com Bial" desta terça-feira (26), Felipe Bressanim Pereira, o Felca, falou sobre o impacto de seu vídeo que denunciou a exploração de menores nas redes sociais. A produção, publicada no dia 6 de agosto, já ultrapassou 50 milhões de visualizações e expôs práticas do influenciador paraibano Hytalo Santos, atualmente preso e investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
O youtuber, de 27 anos, disse que o conteúdo foi inspirado em sua própria trajetória de vida. "Fui uma criança muito sozinha, abandonada. Que não tinha voz e, quando falava, não tinha ninguém para escutar. Você me deu um questionamento. Talvez, sim... Eu fiz pela criança que fui. E fiz isso porque existem crianças e adultos por aí que foram também a criança que fui: sozinha, sem voz. E se ninguém dá voz a essa criança, ela cresce desamparada, sem perspectiva", declarou Felca.
O influenciador revelou que levou um ano para finalizar o material e contou qual caso mais o marcou durante a investigação: "O que desencadeou uma aversão extrema foi o caso que coloquei no vídeo, de uma mãe que produzia conteúdo sobre a própria filha. Ela criou um VIP, plataforma de conteúdo adulto da filha menor de idade. Essa mãe monetizava em cima da filha, a filha menor de idade fazendo dancinha, ela filmava ela tomando banho, ela sendo sexualizada, era a família por trás da sexualização da filha para vender esse conteúdo e ganhar dinheiro", afirmou.
O programa também recebeu a educadora e ativista Sheylli Caleffi, especialista no combate à exploração sexual infantil e à violência on-line. Bial pediu que ela listasse orientações para pais e responsáveis sobre a exposição de crianças na internet. "Primeiro a criança tem direito à privacidade, à intimidade e que o Instagram não é um álbum de fotos, é um local de comércio, tudo ali está para vender. Eu nunca publicaria uma foto de uma criança sozinha, porque é muito mais difícil deles (haters) usarem fotos que aparecem os pais", alertou.

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