Alana Cabral, Sophie Charlotte e Dira Paes são protagonistas de ’Três Graças’Globo/ Victor Pollak

Rio - De origem humilde e sobrenome Maria das Graças, Gerluce (Sophie Charlotte), a mãe Lígia (Dira Paes) e a filha Joélly (Alana Cabral) dividem o mesmo destino na trama de "Três Graças": a gravidez solo na adolescência. Escrita por Aguinaldo Silva, a próxima novela das 21h da TV Globo estreia em outubro.
Mulher doce, resiliente e com grande capacidade de enfrentar adversidades, Lígia encarou de cabeça erguida os desafios de criar a filha sem o apoio de Joaquim (Marcos Palmeira), um sujeito solitário, de comportamento esquisito, que nunca quis assumir a paternidade.
Ainda muito nova, Gerluce se deixou levar pelo charme de Jorginho Ninja (Juliano Cazarré), antigo chefe da facção criminosa da Chacrinha – a comunidade fictícia onde vive com sua família em São Paulo. Desse relacionamento, engravidou de Joélly, que criou apenas com a ajuda de Lígia, enquanto o pai da menina segue preso há muitos anos.
A maior obsessão da vida de Gerluce não poderia ser outra: impedir que a filha acabe por repetir a sina das mulheres da família e se torne outra mãe solo. Mas o destino não é algo que se pode controlar. A jovem Joélly, de apenas 15 anos, tem a gravidez confirmada logo no início da história.
O bebê é fruto do romance com Raul (Paulo Mendes), rapaz rico que passou a frequentar a Chacrinha em busca de drogas. Como Gerluce nunca quis contar para a filha quem é seu pai, Joélly, com sua personalidade forte, se sente no direito de não revelar à mãe que se envolveu com ninguém menos que o filho da patroa dela, Arminda (Grazi Massafera).
Raul deve uma grande quantia de dinheiro para o atual chefe do tráfico da comunidade, Bagdá (Xamã), e, além do envolvimento com as drogas, é um rapaz extremamente introvertido e carente de afeto familiar. Embora esteja muito apaixonado por Joélly, ele revela que não tem condições de criar um filho, a deixando arrasada.
Enquanto Gerluce e Lígia não suspeitam que Joélly vive uma situação delicada com o pai da criança, Kellen (Luiza Rosa) acoberta a melhor amiga quando ela precisa se encontrar com Raul. Filha de Albérico (Enrique Diaz), o pastor da igreja local, a jovem é muito madura e respeitada por todos. Sempre dá conselhos e incentiva Joélly a viver a gravidez de forma positiva.
Gerluce faz o possível para proteger e incentivar Joélly a realizar o objetivo de cursar faculdade de Medicina, e ter uma vida melhor que a dela e da avó. Também dedica parte de sua atenção aos cuidados com Lígia, que sofre de uma doença pulmonar grave e precisou de se afastar do trabalho como cuidadora de Josefa (Arlete Salles).
Ela, então assume o posto e passa a frequentar diariamente a mansão de Arminda, filha da idosa. Uma rotina difícil, em que precisa pegar duas conduções para chegar ao destino, num bairro nobre de São Paulo, e lidar com o temperamento agressivo da patroa. Tempo para o lazer e para namorar praticamente não existe, até, por isso, sua atual paquera é o motorista de uma das linhas de ônibus que pega todos os dias, Gilmar (Amaury Lorenzo). 
No entanto, o amor verdadeiro surge na vida de Gerluce quando ela conhece Paulinho Reitz (Romulo Estrela), um policial que atua na região onde trabalha. Mas o relacionamento com um agente da lei íntegro e honesto enfrentará obstáculos. Gerluce descobre que a patroa Arminda e seu amante, Santiago Ferette (Murilo Benício) são diretamente responsáveis pela piora na saúde de sua mãe e de outras pessoas da comunidade através de um esquema criminoso.
Os remédios distribuídos para a população carente pela Fundação Ferette, na qual os dois são sócios, levam farinha na composição e, por isso, não fazem efeito. Com o apoio da melhor amiga Viviane (Gabriela Loran), a farmacêutica responsável pela entrega dos medicamentos na Chacrinha, que também é pega de surpresa pela fraude, ela decide que não vai ficar de braços cruzados e enfrenta um dilema ético: até onde ir para reparar essa injustiça?