Especialistas destacam a importância da detecção precoce do câncer para facilitar a reconstruçãoReprodução/internet

Olá, meninas!
No programa de hoje do Vem com a Gente, transmitido pela TV Band Rio, conversei com os doutores Gabriel Basílio e Alessandro Martins, ambos cirurgiões plásticos, a respeito da reconstrução mamária, um direito garantido por lei no Brasil, mas que apresenta uma realidade desafiadora em todo o país, pois apenas 25% a 30% das mulheres que passam por masectomia têm acesso ao procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para se ter uma ideia, em 2024 o Ministério da Saúde destinou mais de R$ 100 milhões para ampliar o acesso à reconstrução mamária com foco em hospitais de alta complexidade em oncologia. 
Como resultado, o número de cirurgias realizadas triplicou, passando de 1.724 em 2023 para 3.378 até julho do ano passado. 
Diversos hospitais credenciados oferecem cirurgia de reconstrução mamária - Reprodução
Diversos hospitais credenciados oferecem cirurgia de reconstrução mamáriaReprodução
Especialista em reconstrução de mamas pós-mastectomia, Dr. Alessandro Martins destaca a importância da detecção precoce do câncer para facilitar a reconstrução: “Quanto mais precoce o diagnóstico da doença, menor a cirurgia e as sequelas. Portanto, mais fácil é a reconstrução da mama após o tratamento contra o câncer.”
Ele também enfatiza que, mesmo em casos de ressecções segmentares, é recomendada uma técnica de reconstrução para manter a simetria entre as mamas: “É indicado que, mesmo pacientes submetidas a ressecções segmentares da mama, tenham uma técnica de reconstrução associada; ou seja, que se leve algum tecido, seja ele o próprio tecido mamário para preencher a área que foi retirada, ou a reconstrução com prótese ou implante.”

O Dr. Gabriel Basílio, cirurgião plástico com experiência em reconstrução mamária, ressalta que a reconstrução pode ser realizada simultaneamente à mastectomia, preservando, quando possível, as aréolas e os mamilos:

“Quando a reconstrução mamária é feita juntamente com a mastectomia, é possível preservar as aréolas e os mamilos, desde que essas áreas não estejam afetadas pelo câncer ou ainda se o tumor não estiver próximo.”

Ele acrescenta que, nos casos em que a retirada total é necessária, a reconstrução dessas estruturas é realizada em um segundo momento, após a cicatrização completa da primeira cirurgia.

No Paraná, por exemplo, o governo estadual tem investido na oferta de procedimentos de reconstrução mamária pelo SUS. De setembro de 2023 a setembro de 2024, foram realizadas 221 reconstruções mamárias pós-mastectomia total no estado, em 16 hospitais credenciados.

A reconstrução mamária é um direito garantido às mulheres pelo SUS, e sua realização não se define somente a uma cirurgia estética, mas se destaca como um passo fundamental na recuperação emocional e na restauração da dignidade feminina.
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