Agosto Branco chegou pra lembrar que cuidar da nossa saúde pulmonar é urgenteReprodução/internet

Olá, meninas!
Precisamos conversar sério sobre um assunto que, infelizmente, ainda é pouco falado, mas extremamente importante: o câncer de pulmão.
Ele é considerado um dos tipos mais letais de câncer no mundo — e não é exagero! Em 2022, foram mais de 2,4 milhões de novos casos e quase 1,8 milhão de mortes, segundo dados da IARC (International Agency for Research on Cancer). Dá pra acreditar? É o tipo de câncer que mais mata no planeta.

E aqui no Brasil o cenário também é bem preocupante. De acordo com o INCA, são esperados mais de 30 mil novos casos por ano. Nos homens, é o câncer que mais mata, e entre nós, mulheres, também está entre os que mais fazem vítimas.
O problema maior? O diagnóstico costuma chegar tarde. O dr. José Henrique Agner Ribeiro, que é cirurgião oncológico no Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), explica: “A grande dificuldade está no diagnóstico precoce. Como é uma doença silenciosa em seus estágios iniciais, muitos pacientes descobrem o câncer já em fases avançadas ou com metástases, o que reduz significativamente as chances de cura”.

E o maior vilão dessa história toda? O tabagismo!
Sim, fumar ainda é a principal causa do câncer de pulmão. Cigarro, charuto, cachimbo... e até quem convive com a fumaça (os chamados fumantes passivos) está em risco. Segundo o dr. José Henrique: "o risco aumenta proporcionalmente ao tempo de exposição ao tabaco e à quantidade de cigarros consumidos por dia”.

E olha só: os cigarros eletrônicos (vapes) e narguilés, que muitos jovens têm usado achando que são mais “moderninhos” ou “inofensivos”, também são super perigosos. Vários estudos já mostraram que eles carregam substâncias tóxicas e cancerígenas, como nicotina, metais pesados e compostos voláteis.

E o pior: o uso desses dispositivos entre adolescentes quase dobrou no Brasil! O dr. José Henrique faz um alerta importante:

“A falsa sensação de segurança e o apelo visual desses dispositivos escondem riscos reais. A exposição precoce à nicotina não só aumenta a dependência como pode causar danos irreversíveis ao sistema respiratório e favorecer o desenvolvimento de doenças como o câncer de pulmão”.
E sabe o narguilé? Uma sessão de 1 hora pode equivaler à nicotina de 100 cigarros, segundo a OMS!

Outros fatores que a gente também precisa ficar de olho
- Poluição do ar;

- Exposição ao amianto, radônio e arsênio;

- Doenças respiratórias como enfisema e bronquite crônica;

- Histórico familiar de câncer de pulmão.

Tudo isso também eleva o risco, viu?

E o que a gente pode fazer pra se proteger? A boa notícia é que o câncer de pulmão é prevenível. Parar de fumar é o primeiro passo — e os benefícios aparecem rapidinho, viu? Além disso, ambientes livres de fumo, campanhas educativas e políticas públicas ajudam (e muito!) na prevenção.

E pra quem tem mais de 50 anos e fuma ou já fumou, vale super a pena conversar com um médico sobre rastreio com tomografia de baixa dose. O dr. José Henrique afirma que "o rastreamento pode salvar vidas. Quando o câncer é identificado precocemente, as chances de tratamento com sucesso e cura são muito maiores. Por isso, manter o acompanhamento médico regular, especialmente para quem tem fatores de risco, é fundamental”.

Dicas importantíssimas para a nossa saúde, não é mesmo? Me acompanhe nas redes sociais (@gardeniacavalcanti) e no programa Vem com a Gente, transmitido ao vivo na Band Rio de segunda a sexta, a partir das 13h40.