Redes sociais e vida "acelerada" contribuem para o aumento de transtornosReprodução/internet

Olá, meninas!
Vocês já perceberam como a ansiedade virou quase que uma companhia constante em nossa vida? E não é só impressão, viu... o Brasil, infelizmente, lidera o ranking mundial nesse assunto. São mais de 18 milhões de brasileiros convivendo com transtornos de ansiedade, segundo a Organização Mundial da Saúde.
E depois da pandemia, tudo isso só piorou. No mundo inteiro, os casos de ansiedade e depressão cresceram 25% logo no primeiro ano. Ou seja, tá todo mundo sobrecarregado, cansado, e muitas vezes sem nem entender de onde vem tanta angústia.

A psicóloga Monica Machado, que entende muito do assunto, explica que esse turbilhão que sentimos vem não só do caos do mundo lá fora, mas também dos nossos próprios hábitos — aqueles que a gente nem percebe que tem, mas que consomem nossa energia todo santo dia.
Ela diz que muitos dos nossos comportamentos mais prejudiciais são automáticos, tão incorporados à rotina que passam despercebidos, mesmo estando ali, minando nossa saúde mental aos poucos.

Monica fala com muita clareza que o primeiro passo é esse: enxergar o que está nos fazendo mal. E, mais do que isso, se abrir para a mudança. Um exemplo que ela traz — e que eu aposto que você vai se identificar — é aquele hábito de ficar enrolando pra levantar da cama. A gente aperta o soneca uma, duas, três vezes, como se dissesse pra vida: “quem manda aqui sou eu”. Mas, no fundo, isso vira uma forma de começar o dia já protelando tudo, empurrando as tarefas e entrando em modo automático.
A Monica explica que quando a gente decide levantar assim que o despertador toca, sem enrolação, é como se dissesse “sim” pra ação. Isso dá uma forcinha pra parar de pensar demais e começar a fazer o que precisa ser feito. Pode parecer bobo, mas esse pequeno gesto já muda totalmente a energia com que você começa o dia.

Outro ponto que ela traz, e que é super delicado, é essa mania de lotar a nossa agenda de compromissos e tarefas, mas nunca reservar um tempo pra gente. A gente faz mil coisas, ajuda todo mundo, cuida da casa, do trabalho, dos outros... mas e da gente? Se esse espaço não existe, o resultado é aquele vazio no fim do dia, mesmo depois de ter feito um monte de coisa.
E aí bate aquela sensação de cansaço misturada com frustração. Monica diz uma coisa linda: reservar um tempo só pra você não é egoísmo, é como se fosse o oxigênio da sua vida. Quando você se prioriza, tudo à sua volta ganha mais sentido. E o melhor: você se sente viva, com propósito, caminhando na direção certa — que inclui você mesma no caminho, e não só os outros.

E quem nunca se viu presa em pensamentos negativos, né? Quando a gente tá com o olhar focado no que não tá dando certo, parece que o mundo inteiro entra nessa frequência. É como se o nosso cérebro procurasse confirmação de que tá tudo ruim. Mas, segundo Monica, isso pode ser treinado. A gente consegue, sim, mudar esse olhar.
Quando passamos a dar mais atenção pro que foi bom, pro que deu certo — por menor que seja —, abrimos espaço pra leveza. Ela sugere algo bem simples e poderoso: agradecer, todos os dias, por três coisinhas boas que aconteceram. Não precisa ser nada grandioso. Pode ser aquele café quentinho, uma conversa gostosa, um elogio inesperado. O importante é mudar o foco.

E por fim, vem uma das armadilhas mais cruéis dos tempos modernos: a comparação. As redes sociais escancaram a vida dos outros e fazem a gente achar que tá sempre atrás. Que o outro é mais bonito, mais bem-sucedido, mais interessante. E aí vem o impulso de copiar, de tentar ser igual, vestir o que o outro veste, falar do jeito que o outro fala. Monica é categórica: isso é um dos hábitos mais destrutivos que a gente pode ter. Porque, ao tentar ser outra pessoa, você apaga o que tem de mais valioso: a sua autenticidade.
Ela diz com todas as letras: você nunca será uma versão melhor da pessoa que está copiando. Mas pode ser, sim, a melhor versão de si mesma. E é aí que mora a sua força — no que só você tem, no que só você pode oferecer.

No fim das contas, esse papo é sobre autocuidado, mas não aquele autocuidado só de skincare e banho relaxante (embora isso também seja maravilhoso). É sobre se olhar com mais carinho, prestar atenção no que te esgota, no que te faz mal — e se permitir mudar. Porque a vida é corrida, sim. Mas ela pode ser mais leve quando a gente começa a fazer escolhas mais conscientes e amorosas com a gente mesma.

E olha... tudo isso é um processo, viu? Não precisa mudar tudo de uma vez. Mas reconhecer já é um passo enorme.
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