Pediatra orienta como distinguir reações alérgicas de resfriados e gripes nesta época do ano Reprodução/Internet

Olá, meninas!
Apesar dos dias lindos e cheios de sol, a primavera pode ser um verdadeiro desafio para as crianças que sofrem com alergias respiratórias. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), cerca de 30% dos brasileiros têm algum tipo de alergia — e entre as crianças, uma em cada cinco é afetada. A rinite alérgica é uma das mais comuns e pode atingir até 40% da população, prejudicando o bem-estar dos pequenos desde cedo.

Nessa época do ano, o ar fica mais carregado de pólen, e quando somamos isso à poluição e às mudanças climáticas, o resultado é aquele combo nada agradável de espirros, coriza, nariz entupido, coceira, chiado no peito e falta de ar. O problema é que esses sintomas muitas vezes parecem os mesmos de um resfriado ou gripe — o que deixa muitos pais confusos e atrasa o diagnóstico certo.

A pediatra Dra. Fernanda Fragoso, do Prontobaby Hospital da Criança, explica que dá pra diferenciar com atenção a alguns detalhes:
- A alergia não causa febre, tem secreção clarinha e costuma ser persistente;
- O resfriado pode trazer febre baixa, secreção que muda de cor e melhora em cerca de 10 dias;
- Já a gripe aparece de repente, vem com febre alta, cansaço e tosse forte.

Ela ainda explica que, embora nem toda criança alérgica desenvolva doenças crônicas, algumas podem evoluir para asma, num processo chamado de “marcha atópica”. Esse caminho geralmente começa com dermatite atópica ou alergias alimentares nos primeiros anos de vida, passa pela rinite na fase pré-escolar e, com o tempo, pode chegar à asma.

Por isso, o ideal é que o acompanhamento com pediatra ou alergista comece cedo. Controlar os gatilhos do ambiente — como poeira, poluição e variações bruscas de temperatura — ajuda muito a evitar que o quadro avance e melhora a qualidade de vida da criança.

Durante a primavera, com a polinização intensa e o ar mais seco, é comum que as crises fiquem mais fortes. Nessas fases, as crianças podem dormir mal, ter mais dificuldade de concentração e até sofrer no convívio com outras pessoas por causa dos sintomas.

Se isso começar a acontecer com frequência, é hora de procurar ajuda médica especializada. O tratamento é individual, mas costuma incluir medidas de controle ambiental, medicamentos e, em alguns casos, imunoterapia — a famosa “vacina da alergia”. Entre as opções estão antialérgicos orais, sprays nasais com corticoide, colírios e, para quem tem asma, broncodilatadores e corticoides inalados. A imunoterapia, nos casos mais persistentes, pode até reduzir os sintomas e diminuir a necessidade de remédios.

E, claro, a prevenção diária faz toda diferença:
- Mantenha os ambientes limpos e bem ventilados;
- Evite fumaça e poluição;
- Dê banho e troque a roupa da criança depois de brincadeiras ao ar livre.
- E siga direitinho o tratamento indicado pelo médico.

Como diz a Dra. Fernanda, a primavera pode — e deve — ser uma estação alegre para as crianças. Com atenção, acompanhamento e alguns cuidados simples, dá pra manter os sintomas sob controle e deixar a estação das flores muito mais leve e feliz.
Curtiram as dicas? Me sigam nas redes sociais (@gardeniacavalcanti) e me acompanhem ao vivo no programa Vem com a Gente, transmitido na Band Rio de segunda a sexta, a partir das 13h40.