Maria Gadu expôs nas redes sociais antigo relacionamento vivido com Luiza PossiReprodução/Instagram
Luiza Possi e Maria Gadu: sobre ter a coragem de mudar
Declaração de Luiza sobre sexualidade gerou polêmicas nas redes sociais
Maravilhosa! Um mulherão que assume suas escolhas sem medo. “Eu fiz, experimentei, decidi não querer mais e está tudo bem!” Qual é o problema na fala de Luiza Possi? Onde está o erro em ter vivido experiências e decidir não repeti-las? A vida é feita de experimentações, de tentativas, de erros e acertos. E, acima de tudo, é feita de escolhas conscientes sobre o que queremos manter ou deixar para trás.
O problema que vejo não está na transformação de Luiza, mas sim na exposição feita por Gadu. A forma como escreveu, a maneira como expôs um relacionamento que já acabou. Relacionamentos merecem respeito, mesmo após o término. Falar sobre a própria jornada é legítimo, falar sobre como a vida hoje faz sentido, sobre as escolhas que trouxeram paz, sobre ser casada, ter um filho e ser feliz — isso é direito de qualquer pessoa. Mas usar o nome de alguém para ganhar visibilidade ou gerar polêmica atravessa limites que deveriam ser respeitados.
O que acontece é que as pessoas querem ser aceitas o tempo todo, mas não aceitam quando alguém tem um posicionamento diferente. Querem que todos aplaudam suas escolhas, mas criticam ferozmente quem escolhe um caminho que não corresponde às expectativas do grupo. Isso não é aceitação, é imposição disfarçada de tolerância. Luiza aceitou viver o que a igreja propõe. É o que deseja viver? Então que viva! Que seja feliz! Ela saiu do que não completava seu coração, do que a deixava vazia. E ninguém — absolutamente ninguém — pode julgar ou entender completamente o encontro espiritual que ela teve. Qual é o problema nisso?
Não é sobre escolha sexual. Não é sobre orientação. não é sobre Política. É sobre o que trouxe paz para a vida dela. Muitos vivem suas escolhas, suas vidas, independentemente de orientação, e não têm paz. Vivem inquietos, vazios, buscando aceitação externa porque não encontraram aceitação interna. Enquanto isso, muitos aplaudem gente que vem para a mídia romantizando a prostituição, aplaudindo a libertinagem, normalizando comportamentos destrutivos, vendendo uma falsa ideia de liberdade que, na verdade, aprisiona. Mas quando alguém como Luiza tem a coragem de ir contra o vazio, de buscar algo que realmente faça sentido, que traga plenitude, essa pessoa é crucificada.
Parabéns, Luiza, por ter a coragem de ir na contramão da manipulação que diz que temos que aceitar tudo, ir com tudo, concordar com tudo — mas não podemos simplesmente ser. Eu aplaudo quem tem coração de ir contra o vazio, quem busca — seja o que for — aquilo que a faça se encontrar ou se reencontrar. Isso é força. Isso é autenticidade. Isso é liberdade de verdade.
Que ela seja feliz. Sou fã do seu posicionamento. E isso não depende de igreja, não depende de religião, não depende de rótulos. Depende de alma, de paz, de SER. De ter a coragem de olhar para dentro, reconhecer o que não funciona mais e fazer as mudanças necessárias, mesmo que o mundo inteiro critique. A verdadeira liberdade não está em fazer o que todos esperam. Está em fazer o que faz sentido para você, o que traz paz para sua alma, o que permite que você seja plenamente quem é — ou quem escolheu se tornar.
Aplausos para quem tem coragem de mudar. Aplausos para quem busca a paz interior. Aplausos para quem escolhe ser feliz, mesmo quando isso significa ir contra as expectativas alheias.

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