Informação e cuidado fazem toda a diferença no diagnósticoReprodução/Instagram

Olá, meninas!
A gente viu recentemente a Larissa Manoela abrindo o coração nas redes sociais sobre um assunto super importante: a endometriose. E isso acabou trazendo ainda mais visibilidade pra uma condição que muita mulher enfrenta, muitas vezes em silêncio.

Pra quem não conhece, a endometriose acontece quando o endométrio, aquele tecido que reveste o útero, cresce fora do lugar, principalmente na região pélvica. E não é algo raro, viu? Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo convivem com isso. O problema é que, por ser uma doença inflamatória e muitas vezes silenciosa, ela pode ir avançando e afetar até a fertilidade ao longo do tempo.

Sobre isso, o especialista explica: “Por seu quadro inflamatório, a endometriose pode causar desde dor pélvica de uma intensidade variável, complicações reprodutivas, incluindo infertilidade, pois pode afetar os ovários e as trompas uterinas”.

E os sinais podem aparecer de várias formas no dia a dia. Entre os mais comuns estão cólicas menstruais intensas, daquelas que chegam a atrapalhar a rotina, dor durante a relação, dificuldade para engravidar e até alterações intestinais. Por isso, é tão importante ficar atenta ao próprio corpo. Histórico familiar, mudanças no fluxo menstrual e até fatores imunológicos também entram como alerta.

Quando o assunto é tratamento, quanto antes descobrir, melhor. O diagnóstico precoce faz toda a diferença pra controlar os sintomas, preservar a fertilidade e evitar complicações lá na frente.

Como explica o médico: “O tratamento da endometriose é usualmente amplo e requer mais de uma abordagem. Uma delas é o uso de medicamentos hormonais e anti-inflamatórios. Deve ser individualizado, levando-se em consideração os sintomas e intensidade”.

E não para por aí. O cuidado precisa ser completo, olhando para o corpo como um todo. “Principalmente por ser uma doença de caráter inflamatório e responsiva aos hormônios, considera-se mudança de estilo de vida, incorporando-se atividade física regular, exposição ao sol, dieta equilibrada estabelecida por nutricionista e o uso de medicações”.

Em alguns casos, principalmente os mais avançados, pode ser necessário um tratamento cirúrgico, sempre com uma equipe especializada, especialmente quando outros órgãos, como bexiga e intestino, também são afetados.

No fim das contas, o mais importante é informação e atenção aos sinais. Falar sobre endometriose, como a Larissa fez, é um passo enorme pra que mais mulheres entendam o próprio corpo e busquem ajuda no momento certo.