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Rio - O setor de óleo e gás no Brasil registrou aumento no nível desemprego em 2021.  A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que na média anual dos trimestres de 2021 (até o terceiro trimestre, último dado disponível), o estoque de trabalhadores no setor de óleo e gás no país teve queda de 2,4% (de 159.086 postos de trabalho, em 2020, para 155.227, em 2021), em comparação com a média do ano anterior. 
A renda dos trabalhadores do setor de extração e atividades de apoio, segundo o IBGE, tiveram declínio médio de cerca de 9,5%. Os dados foram analisados pelo pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Rafael Rodrigues da Costa, e pelos economistas do Centro de Economia Política do Petróleo (Cepetro), Pedro Gilberto Cavalcante Filho e Claudiane de Jesus.
O Rio de Janeiro é o quarto estado que mais teve ativos à venda pela Petrobras no período, segundo o Ineep. Foram 51 ativos. A Bahia lidera esse ranking, com 116 ativos à venda, seguido de Rio Grande do Norte (61) e Espírito Santo, com 57 ativos postos à venda.
No estado da Bahia, a média anual de 2021 registra uma retração de postos de trabalho de 28,9% em comparação com o mesmo período do ano passado. Uma perda de mais de sete mil empregos (de 25.788, em 2020, para 18.328, em 2021). A queda nos salários do setor de óleo e gás na capital baiana chegou a 22,9%, saindo de um patamar de renda média próximo a R$ 7.180,00, em 2020, para algo em torno de R$ 5.140,00, em 2021. “Queda do emprego e do salário e aumento nos preços dos produtos ao consumidor são efeitos nefastos de um mesmo fenômeno, que é a criação dos monopólios privados regionais, resultantes da venda de ativos da Petrobras”, comenta o coordenador-geral da entidade, Deyvid Bacelar, também diretor do Sindipetro-BA.
Embora a pandemia do coronavírus possa ser considerada também um fator importante para a diminuição nos postos de trabalho, o movimento de queda no mercado de trabalho baiano é um fenômeno que vem ocorrendo simultaneamente ao início do programa de desinvestimentos da Petrobrás, desde o final de 2015, diz o pesquisador Rodrigues da Costa, com base nos dados do IBGE. Ou seja, a saída da Petrobras de alguns segmentos e a entrada das empresas privadas ainda não surtiu efeitos positivos. Segundo representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), os resultados, infelizmente, ao invés de surpreenderem, só reforçam o que a entidade vem alertando seguidamente: sobre as consequências negativas da privatização de ativos da Petrobras.