Waldez Góes disse que a nova rota facilitará o escoamento de bioprodutos da Amazônia e do Centro-Oeste Marcelo Camargo/Agência Brasil
“Tenho uma boa notícia: no sábado, agora, chega o primeiro navio dessa rota Zhuhai-Santana, no Amapá. Agora o Arco Norte tem mais essa alternativa de rota marítima”, anunciou Góes nesta quinta-feira, 28, durante o programa Bom Dia, Ministro.
A nova rota ligará o Porto Santana das Docas à chamada Grande Baía (GuangdongHong KongMacau), onde fica, entre outros portos, o de Gaolan, em Zhuhai — um dos principais terminais da região e ponto estratégico para o fortalecimento do coméricio entre os dois países.
De acordo com o ministro, essa rota foi vista pelos governos dos dois países, com potencial para o escoamento de bioprodutos da Amazônia e do Centro-Oeste.
“As vantagens são gigantes. Na comparação com o porto de Santos, a saída de produtos do Centro-Oeste por Santana ou pelo Arco Norte para a Europa diminui, por exemplo, o custo da soja em US$ 14 por tonelada. Se for para a China, a economia é de US$ 7,8 por tonelada. Isso, sem falar do além do tempo de viagem, que diminui”, acrescentou.
A vantagem, segundo Góes, agregará muito no trabalho, no lucro e na recompensa do produtor. Seja ele da Amazônia ou do centro-oeste brasileiro, além de organizar melhor a logística no país.
“Daí para frente, vai da nossa capacidade. Da capacidade da Região Amazônica de articular produtos de interesse da China”, completou.
O ministro ressaltou que as cooperações entre Brasil e China têm crescido muito, potencializando ainda mais essa rota, em especial para os produtos da bioeconomia da Amazônia, região que, segundo ele, tem muito por crescer economicamente.
Com um mercado de 1,4 bilhão de pessoas, a China é um dos principais parceiros comerciais do Brasil.
“Para você ter uma ideia, o café, que já entra muito forte na China, tem um consumo per capita de um café por mês. Imagina se dobrarmos isso, e passar a ser de dois cafés por mês. Isso vale para o café, para a soja e para o agro de modo geral. Eles têm muito interesse por mel, açaí, chocolate e cacau”, detalhou o ministro ao ressaltar que produtos da biodiversidade têm uma abertura muito grande na China.
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