Embaixador do Brasil na França, Ricardo Neiva TavaresDivulgação
"O Brasil tem interesse em não apenas aumentar o volume, mas também em diversificar sua pauta exportadora. Hoje, exportamos à França majoritariamente produtos primários ou semimanufaturados", disse o embaixador, frisando que as áreas de transição energética, transporte, logística e saneamento oferecem grande potencial.
Ele defende que o setor aeronáutico é especialmente promissor neste sentido. "A maior presença brasileira dos mercados civis de defesa na França não apenas conferiria maior equilíbrio às relações comerciais, mas também beneficiaria empresas francesas que já são fornecedoras de sistemas e componentes para a indústria aeroespacial brasileira."
Por ora, o Brasil exporta principalmente farelo de soja, óleo bruto, petróleo e celulose para a França, enquanto importa bens de maior valor agregado, como motores, aeronaves e produtos farmacêuticos. Ainda assim, o país é o principal destino de investimento direto externo francês na América Latina e o segundo entre as economias emergentes, logo após a China, afirma o embaixador brasileiro. "Mais de 1.000 empresas francesas operam em nosso mercado" e, segundo ele, há espaço para expandir ainda mais essa presença.
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