Cerca de 54% pretendem gastar menos do que em 2024 com confraternizaçõesMarcello Casal Jr / Agência Brasil
Entre os principais encontros, festas em família (87%), festas corporativas (27%) e confraternizações entre amigos (23%) são os mais citados. Para essas participações os entrevistados pretendem utilizar principalmente o salário do mês (23%), parte ou todo o décimo terceiro (18%), ou recorrer a empréstimos (15%).
O levantamento também mostra que esses eventos seguem exercendo forte apelo emocional: seis em cada dez brasileiros consideram muito importantes celebrações como Natal, Réveillon e confraternizações, embora 42% afirmem que essas festas afetam diretamente o orçamento doméstico.
A preocupação é tão significativa que 73% declararam receios relacionados aos gastos dessa época e 68% já deixaram de participar de comemorações anteriores por estarem endividados.
O controle de custos aparece com mais força neste fim de ano, já que 54% pretendem gastar menos do que em 2024 com confraternizações. Entre os motivos mais citados estão o desejo de destinar mais recursos para o pagamento de dívidas (39%) e o fato de já estarem com débitos acumulados (22%).
A pesquisa aponta ainda que o planejamento financeiro ganha cada vez mais espaço: 60% dos entrevistados afirmam se organizar especificamente para os gastos de fim de ano e 46% iniciam esse planejamento antes mesmo de novembro.
“O fim de ano tem um significado muito forte para os brasileiros, especialmente pela presença da família e amigos”, afirma Aline Vieira, especialista em educação financeira da Serasa.



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