O grupo alimentação e bebidas teve alta de 0,75% em fevereiroJoédson Alves/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, subiu 0,25% em dezembro, após ter avançado 0,20% em novembro, informou nesta terça-feira, 23, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dezembro de 2024, a taxa foi de 0,34%. Com o resultado, o índice registrou um aumento de 4,41% no acumulado de 2025.

A alta de 0,25% do IPCA-15 em dezembro ficou em linha com a mediana, de 0,25%, das estimativas do mercado financeiro colhidas pelo Projeções Broadcast, que indicava intervalo entre altas de 0,12% a 0,40%.

Para o cálculo do IPCA-15 , os preços foram coletados no período de 14 de novembro a 12 de dezembro (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de outubro a 13 de novembro (base).

O indicador do IBGE refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as Regiões Metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.

A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.
O avanço nos gastos das famílias com energia elétrica fez o grupo Habitação exercer a maior pressão sobre a inflação medida pelo IPCA-15. O grupo Habitação foi o de maior variação, alta de 6,69%, e de maior impacto, 1,01 ponto porcentual, em 2025.

O avanço foi impulsionado pelo subitem energia elétrica residencial, que subiu 11,95% neste ano, maior impacto individual em 2025, 0,47 ponto percentual. O grupo Alimentação e Bebidas subiu 3,57% em 2025, segundo maior impacto neste ano, 0,77 ponto percentual.

As principais pressões partiram de refeição fora de casa (alta de 6,25% e contribuição de 0,23 ponto porcentual), lanche (11,34% e 0,20 ponto percentual), café moído (41,84% e 0,20 ponto percentual) e carnes (2,09% e 0,06 ponto percentual).

Na direção oposta, houve alívios via arroz (-26,04% e -0,19 ponto percentual), leite longa vida (-10,42% e -0,08 ponto percentual) e batata-inglesa (-27,70% e -0,06 ponto percentual)

Os demais avanços em 2025 ocorreram nos grupos Vestuário (5,34%), Transportes (3,00%), Saúde e cuidados pessoais (5,55%), Despesas Pessoais (5,86%), Educação (6,26%) e Comunicação (0,82%). Já o grupo Artigos de Residência foi o único com deflação, queda de 0,10% em 2025.
Os gastos das famílias brasileiras com Despesas Pessoais passaram de uma elevação de 0,85% em novembro para um aumento de 0,46% em dezembro, uma contribuição de 0,05 ponto percentual para o índice.

O resultado do grupo foi impulsionado pelos aumentos em cabeleireiro e barbeiro (1,25%), empregado doméstico (0,48%) e pacote turístico (2,47%). Já a hospedagem recuou 1,18% em dezembro, após a alta de 4,18% registrada em novembro.