De acordo com Emmanoel Rondon, as iniciativas de redução de despesas devem somar R$ 5 bilhões até 2028Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Na última sexta-feira, 26, a empresa assinou um contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos, mas a necessidade declarada é de R$ 20 bilhões. De acordo com Rondon, a nova captação de R$ 8 bilhões ainda não está em negociação. "Vamos seguir o mesmo rito de agora", afirmou o presidente da estatal, destacando que o mercado será ouvido.
Rondon disse ainda que os R$ 12 bilhões captados com cinco bancos (Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) serão pagos mensalmente depois de 3 anos de carência.
Segundo Rondon, o PDV exige "algum grau" de investimento para ter uma redução de 18% nos gastos com folha de pagamento. Ele disse que serão gastos R$ 1,1 bilhão com o programa para obter uma economia de R$ 1,4 bi anuais.
"A primeira vantagem do PDV é que ele é voluntário e a gente não esteriliza a força de trabalho da empresa, não aumenta a judicialização, há um acordo que nasce e se resolve por si. Outra coisa é que a gente consegue programar o PDV dentro da dinâmica de necessidade da empresa", afirmou Rondon.
De acordo com ele, as iniciativas de redução de despesas devem somar R$ 5 bilhões até 2028. Ele também destacou a alienação de imóveis sem uso operacional, com expectativa de gerar R$ 1,5 bilhão em receitas extraordinárias.
O presidente da estatal disse que o ritmo de resultado até setembro, de prejuízo de R$ 6 bilhões, não vai se alterar até o fim do ano. A expectativa é que o plano de reestruturação comece a dar resultados positivos em 2027.
De acordo com Rondon, a receita operacional da empresa é de R$ 18 bilhões e é preciso aumentar essa receita para R$ 21 bilhões até 2027.
"Hoje não tem o olhar sobre privatização, mas tem o olhar sobre parcerias, inclusive societárias. Tem exemplos de sociedade economia mista, funciona. Tem exemplos em que não há sociedade economia mista, mas há parcerias específicas para temas relevantes, como negócios financeiros e seguridade. A gente também está enxergando dessa forma. O que a gente espera que a consultoria nos traga são estudos que casem com a realidade da empresa no contexto que a gente está", complementou Rondon.
Ele também afirmou que a terceira fase do plano de reestruturação da estatal vai focar no crescimento e modernização. "A terceira fase é para a gente preparar a companhia para um novo rito, dentro de um novo modelo de negócio, uma modernização da sistemática de negócio, para que a gente tenha sustentabilidade em médio e longo prazo", declarou. As primeiras duas fases são de recuperação de caixa e reorganização.
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