Brasil terá uma cota de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina para venda aos chinesesAbiec/Divulgação
O preço da carne bovina na China tem apresentado uma tendência de queda nos últimos anos, devido ao excesso de oferta e à falta de demanda causada pela desaceleração da segunda maior economia mundial, segundo analistas. Simultaneamente, as importações dispararam, tornando o país um mercado de enorme importância para nações produtoras como as latino-americanas e a Austrália.
Pesquisadores chineses concluíram que a compra de carne bovina estrangeira prejudicou a indústria nacional, destacou o Ministério do Comércio em um comunicado ao justificar sua decisão.
A investigação oficial abrangeu carne bovina fresca, congelada, com osso e desossada, segundo a mesma fonte, que afirmou que as tarifas adicionais serão aplicadas por três anos, até 31 de dezembro de 2028.
O ministério descreveu estas taxações como "medidas de proteção" e afirmou que seriam gradualmente reduzidas.
Em 2026, o Brasil terá uma cota de importação de 1,1 milhão de toneladas, enquanto a Argentina terá um limite de aproximadamente metade disso e o Uruguai, de 324 mil toneladas. A Austrália enfrenta uma cota de cerca de 200 mil toneladas e os Estados Unidos, de 164 mil toneladas.
O ministério também informou que suspendeu parte de um acordo de livre comércio com a Austrália que abrangia a carne bovina.
"A aplicação de salvaguardas à carne bovina importada visa ajudar temporariamente a indústria nacional a superar dificuldades, não restringir o comércio normal de carne", disse um porta-voz em uma declaração separada.

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