Faturamento mensal do comércio fluminense atinge, em média, R$ 1,4 bilhão Reginaldo Pimenta/ Agência O Dia
Para o comércio, o ponto sensível é que datas comemorativas importantes cairão em dias úteis, podendo se estender devido aos chamados "enforcamentos", levando muitas empresas a não funcionarem e diminuindo a movimentação de pessoas nas ruas, o que impacta, principalmente, o comércio lojista.
Outro fator empresarial a ser considerado é a lucratividade, observada por meio do custo de abertura do estabelecimento e da receita obtida com a loja aberta. "Essa oportunidade é muito examinada nos shoppings e no comércio de rua que abrem nos feriados e lidam, em particular, com produtos essenciais".
"Os feriados são importantes para a sociedade. O excesso é que preocupa. Não fossem os acordos coletivos, que permitem a abertura nos feriados e domingos, e o comércio eletrônico, as perdas de faturamento poderiam ser ainda maiores", diz Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio e SindilojasRio.
"O excesso de feriados acaba por prejudicar a atividade do comércio, freando a circulação de mercadorias e o giro do dinheiro e dos negócios. Em algumas localidades, afeta notadamente os lojistas de rua, principalmente os de menor porte, que são mais sensíveis aos efeitos dos finais de semana e feriados porque já não abrem nesses dias normalmente. Nos feriados, os gastos das famílias misturam-se com os de lazer. Assim, os apelos para os consumidores viajarem, passearem e buscarem outros divertimentos são maiores, favorecendo mais as atividades relacionadas ao turismo e bares e restaurantes", conclui.

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