Balança comercial brasileira teve um superávit entre US$ 68,3 bilhões no ano de 2025Divulgação/Porto de Santos
"O ano de 2025 foi marcado pelas incertezas trazidas pela imprevisibilidade e total desrespeito às regras do comércio mundial pelo governo Trump", apontou o Icomex.
Segundo o relatório da FGV, entre as três notícias que marcam o início de 2026 está a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, após 26 anos de negociações.
"Os efeitos não são imediatos, pois os cronogramas de desgravação tarifária são longos podendo chegar a 30 anos para carros de novas tecnologias, no caso brasileiro. Em adição, os ganhos da agropecuária para o Brasil foram reduzidos com imposição de cotas para produtos sensíveis", resumiu o Icomex.
A segunda questão foi o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que poderia afetar a balança comercial indiretamente através de impactos no petróleo e instaura uma preocupação porque "passa a pairar sempre a possibilidade de políticas mais intervencionistas na região".
"A terceira foi o anúncio de uma tarifa de importação de 25% incidente sobre os produtos de países que negociam com o Irã. Em 2025, o Irã respondeu por 0,84% das exportações do Brasil, sendo por 0,03% das importações. Os percentuais são pequenos", esclareceu a FGV.
A balança comercial brasileira teve um superávit entre US$ 68,3 bilhões no ano de 2025. O volume de exportações aumentou 5,9% em relação a 2024, enquanto as importações subiram 7,1%.
Em relação ao desempenho de 2024, o superávit encolheu US$ 5,9 bilhões. As trocas comerciais do Brasil com os Estados Unidos passaram de um déficit de aproximadamente US$ 300 milhões em 2024 para um déficit de US$ 7,5 bilhões em 2025.
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