Ibovespa fechou a quarta-feira batendo a marca de 165.145,98 pontosDivulgação
Ibovespa vai a 165 mil pontos em novos recordes históricos
Índice registrou a maior alta desde 22 de agosto
O Ibovespa chegou a titubear, cedendo parte do ímpeto na última hora do pregão, mas recobrou fôlego mesmo com a reviravolta sobre o petróleo, no fim da tarde desta quarta-feira, 14, que vinha amparando desde cedo o salto nas ações de Petrobras. Resiliente, o índice renovou tanto o recorde de fechamento aos 165.145,98 pontos, em alta de 1,96%, como também o intraday, aos 165.146,49 pontos, bem perto do ajuste final.
Foi a maior alta em porcentual desde 22 de agosto (+2,57%) para o Ibovespa, que já vinha muito bem até as 17h quando, pontualmente, perdeu parte da força com o sinal de que o governo dos Estados Unidos pode vir a mostrar uma tolerância maior com o Irã — o que resultou em uma guinada no petróleo, de ganhos para perdas de 2% em Londres e Nova York, no pior momento da tarde para os preços da commodity.
No fim do dia, contudo, foi de Ibovespa pela primeira vez a 165 mil pontos em fechamento, rompendo com folga a máxima histórica de encerramento, de 164.455,61, de 4 de dezembro. Nesta quarta-feira, 14, de muita força no índice, o Ibovespa saiu de mínima a 161.974,19 pontos correspondente ao nível de abertura. Ao fim, com giro reforçado a R$ 65,5 bilhões pelo vencimento de opções sobre o índice, o Ibovespa amplia o ganho agregado na semana a 1,09% e o do ano a 2,50%.
Como na terça, a pressão de alta sobre o petróleo deu impulso ao setor de energia desde cedo, tendo Petrobras mais uma vez à frente. Contudo, alta de mais de 5% na ON e de 4% na PN, na etapa vespertina, foi acomodada na reta final do dia, com a mudança de sinal da commodity em Londres e Nova York após declarações do presidente americano, Donald Trump. O petróleo, que subia quase 2% mais cedo, chegou a cair quase 3% nas duas praças no fim da tarde, com a observação de Trump, no sentido de que execuções de manifestantes no Irã teriam acabado.
O comentário foi interpretado como uma redução de tom na retórica do presidente dos EUA, que havia sinalizado a intenção de mobilizar inclusive meios militares contra o país persa, importante produtor de petróleo, caso prosseguisse a repressão de manifestantes que resultasse em mortes. Ao fim, Petrobras ON marcava alta de 3,63% e a PN, de 2,73%. Tal relativa acomodação foi mais do que compensada por Vale ON, principal papel do Ibovespa, em alta de 4,74% no fechamento. Também contribuiu o ganho de fôlego das ações de grandes bancos na reta final, em alta que chegou a 2,08% (BTG Unit) no encerramento. As demais instituições mostraram avanço entre 1,10% (Itaú PN) e 1,81% (Bradesco PN) na sessão.
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