Programa Gás do Povo garante à população de baixa renda o acesso ao GLPMarcello Casal jr / Agência Brasil

O Programa Gás do Povo será lançado no Rio de Janeiro na segunda-feira, 26, beneficiando nesta etapa inicial 200 mil famílias na capital, segundo o Ministério de Minas e Energia. A expectativa da Secretaria Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (SPG) é que, com a futura ampliação do programa, 1,2 milhão de famílias em todo o Estado sejam atendidas. A iniciativa tem como objetivo garantir o acesso ao gás de cozinha para a população de baixa renda, reduzindo o impacto do custo do botijão no orçamento familiar e promovendo mais dignidade às famílias fluminenses.

Relator da medida provisória que institui o programa, o deputado federal Hugo Leal destaca que o Gás do Povo foi estruturado para enfrentar diretamente a pobreza energética. Diferentemente de programas de transferência de renda, a iniciativa não repassa dinheiro às famílias. O beneficiário receberá créditos, que serão utilizados exclusivamente para a recarga do gás de cozinha nas revendas credenciadas.
O modelo assegura que os recursos públicos sejam destinados apenas ao acesso ao GLP, evitando desvios de finalidade. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo, 23% dos lares brasileiros ainda utilizam carvão ou lenha para cozinhar. 

Para assegurar o acesso ao benefício, o programa conta com uma ampla rede de revendas credenciadas. Segundo a SPG, no Estado são 408 pontos de venda de GLP já estão habilitados, de um total de 2.076 existentes. Na capital, 101 revendas estão credenciadas, o que representa 25% do total da cidade, com pontos de retirada próximos às residências das famílias atendidas.

O Ministério de Minas e Energia divulgou que o Programa Gás do Povo atenderá até março 15,5 milhões de famílias, alcançando mais de 50 milhões de pessoas em todo o país. A estimativa é de 65 milhões de recargas de botijões por ano, consolidando o programa como uma das maiores políticas públicas de acesso ao gás de cozinha já implementadas no Brasil. Para 2026, o orçamento estimado do programa é de R$ 5,1 bilhões.